quarta-feira, 12 de março de 2014

Carta ao mercado financeiro por Renan Inquérito

Não contente em dominar o mundo dos números, economistas e banqueiros também se aventuraram pelo mundo das letras, das siglas, IOF, ISS, CPMF, e ETC, intrometeram-se no alfabeto e encaixaram o povo em classes, A, B, C, D, E por aí vai…
Ora façam-me um favor, peguem toda sua etiqueta, toda sua classe, suas calculadoras covardes e sumam daqui! Já fomos subtraídos demais, divididos demais, vendidos demais, não queremos ser Classificados. De classes precisam as crianças, que estudam em escolas de lata, ou que tem aulas em baixo de árvores. Deixem as letras pra elas, é! Elas é que precisam do abecedário para ler o mundo de outra maneira, mudar suas vidas, construir um futuro, e não virar número, estatística, gráfico.
Deixem as letras para os alunos e professores, para os poetas e compositores, e ao invés de nos colocar entre vogais e consoantes, se coloquem no lugar de vocês. Não estamos a venda, já tiramos a venda e fiquem sabendo que tem coisas que dinheiro não pode comprar, não pode! Nem a prazo, nem à vista, nem com juro, nem sem juro, juro! Com vocês não quero laços, sou mais nós! Podem ter meu dinheiro mas nunca terão meu crédito, e por mais que façam estarão sempre em débito. Não acredito na riqueza guardada nos cofres, acredito na riqueza guardada em cada coração, na riqueza da vida, que não VISA lucro.


@RENAN_INQUERITO

domingo, 16 de fevereiro de 2014

FAVELA NO AR - Documentário Completo - 13P@2007



O rap é a chave. O rap é a única música que reúne multidões pra falar de consciência. É o poder da comunicação.

Uma co-produção internacional entre a brasileira 13 Produções, a dinamarquesa Rosforth e a sueca Stocktown, Favela no Ar retrata, na lata, o despertar do jovem pobre paulistano para a consciência social na identificação da vida que imita a arte com a arte que imita a vida. É o capítulo paulistano da história cultural do respeitado rap nacional na voz de seus principais expoentes.
A auto-recuperação de Dexter e Afro-X por meio do rap, a última entrevista gravada de Sabotage, o fortalecimento do movimento hip-hop com a sigla 4P -- Poder Para o Povo Preto --, o dilema da exposição na mídia no entender de KL Jay e no contraponto informado de Xis, o poder transformador do hip-hop como movimento local na voz do RZO... Favela no Ar marca a batida deste movimento de muitos movimentos.

sábado, 18 de janeiro de 2014

Impulso

Noites mal dormidas não estancam as feridas
a solução é papel e caneta na mão
inspiração em ação em forma de rimas...

MC Maurício (a procura da solução)

sábado, 28 de dezembro de 2013

Reflexão na alvorada

Persistir nessa luta na conduta Deus ajuda...
Fortalece a quem merece que ligeiro faz o corre
O pássaro humildão que fica longe do ibope
O grau do conhecimento analisando a vida mostra
Quem procura coisa errada acaba achando o que não gosta
Pode crer que o proceder de que nada está perdido
A fúria impecável de quem não quer ser seu amigo
Motivo sem causa! Eu posso explicar
É o Capitalismo que se impõe nesse lugar
Quantas mortes, tretas, traíragens no olhar,
Gera guerra, homicídio, suicídio e chacinas!
Há fatos na vida que entram em contradição
Mas separe o bem e o mal que no certo caminharão
Lutar por quem admira na arte mais complexa
Os índios, Zumbi, Che Guevara e IETC...
No giro do mundo ou nas ruas do CECAP,
De Santi, Industriários, no Iguatemi mostram as verdades!
O Crime exibe o fogo a incompetência faz o medo
Tiros, disparados de tortura e sofrimento.
Policiais com seus brinquedos que não furam como espinho
O olhar de fúria das crianças o sentimento dos meninos
Já mais esquecerão o que aquilo representa
O ódio do sofredor que o estado sempre ostenta
O Tic, Tac do relógio faz do tempo um desperdiço...
O mesmo gera lucro e alimenta os inimigos.
Caminhos que o dia pode dizer
Tenha coragem, força, espírito de vontade;

Seja sempre você ligeiro com humildade.

12/11/2007

Alerta rima

Lado a lado cus parceiro demorô tamo aqui!
Dos Quilombos da Sul, Complexo D.C.I.
Um disparo letal que pode afetar
Us que tão iludido, ah vamos começar!
Hei guerreiro qual que é a sua?
Você vive por amor ou sobrevive da cultura;
Se unir, organizar e respeitar pra entender,
Se não! Você vai se corromper.
Vou que vou seguir! Se não quiser ouvir, não vou perder meu tempo,
A voz que sai ecoa, descubra palavras ao vento.
É xeque-mate no inimigo
Imobilizado e não se move
Ataque de jogo tipo Anatoli Karpov.
Lutar pelo povo não é só ter cara feia com fuzil na mão,
E sim persistir na criança, estudar e obter informação.
O $istema me tranco, mas eu consegui escapa.
Bolei um plano miliano pronto pra ataca.
Recolhi informações mais claras e diretas,
Prosperas dignas completando a tarefa.
Mesmo com a barreira difícil pra ir ao pódio,
Lutar e triunfar ao ato heróico!
A todo o momento Tio Sam interfere
Na freqüência radiante ou nas ondas da Internet,
Eu sei como ele me vigia, no eixo x, y anoto
Um click no mouse via sensoriamento remoto
Enquanto a NASA financia as viagens espaciais
O mundo vê a fome mutilando e não sabe o que faz
Ainda querem interferir na guerra de Israel
Junta logo faz o pacote explode e vai pro céu
Antes que passe por aqui um tsunami ou meteoro
Acabe com esse mundo infiltrado pelos poros
Mundo louco não! Realidade,
Carro bomba mata crianças no Iraque
Não é sonho, nem pesadelo!
Brasileiros com AIDS temem a fome ao desespero
E você? Reaja atropela os desafios
Na busca incansável no fim do infinito
Vê se acorda engatilha seu livro
Capitalismo opressor a favor do inimigo
Com tanta indiferença o ainda mundo ostenta
Seja o que for eu vou lutar contra os problemas
Quem sintonizou pode conferir

Firmeza total Complexo D.C.I.

29/06/2006

sábado, 7 de dezembro de 2013

Paz guerreiro Madiba!

"Ninguém nasce odiando outra pessoa pela cor de sua pele, por sua origem ou ainda por sua religião. Para odiar, as pessoas precisam aprender, e se podem aprender a odiar, podem ser ensinadas a amar" por Nelson Mandela (Madiba)




1918 - 2013

terça-feira, 22 de outubro de 2013

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Dicas e dicas...

            Depois de um bom tempo volto a escrever algo aqui no blog, estava um pouco conturbado tendo que absorver quase que “obrigatoriamente” algumas leituras e compromissos no universo acadêmico e que barravam por vezes deixar que a minha liberdade pudesse seguir livremente.
            Quero compartilhar alguns trabalhos que pude apreciar com mais atenção e que me fizeram resgatar a vontade de seguir em frente e me manifestar pela arte com total desejo de propagar a expressão pela arte.
            Começo com o segundo livro do meu mano de tempos de fanzine Rodrigo Ciríaco que lançou em 2011 o livro de contos “100 mágoas” com apresentação de Marcelino Freire. Rodrigo em minha opinião foi muito além do que eu esperava, pois em seu primeiro livro também de contos “Te pego lá fora” (2008), em que retrata o cotidiano da escola e seus atores, em “100 mágoas” ele também retrata o cotidiano, mas esse muito mais próximo da realidade de muitas pessoas. Contos de tirar o folego sem pausa sem vírgula (muitas vezes como a vida é), contos que nos fazem rir, sofrer, sentir ódio e até chorar, pois tamanha foi à preocupação em transformar em arte através das palavras a complexidade da percepção e sensibilidade. Destaco os contos: O sonho de Leni; Maria; Cansei; Sem mágoas; Mãe de aluguel; e O pulso ainda pulsa.
            Mais especialmente tive a oportunidade de conhecê-lo esse ano no sarau ParadaPoética organizado pelos manos Renan Inquérito e o fotógrafo MarcioSalata, realizado em Campinas. Depois de 7 anos trocando cartas e fanzines (Efeito-Colateral) pude abraçá-lo, conversar e assistir suas intervenções poéticas. Dia mágico e gravado na memória.
            Outra indicação e a música “Na febre do rato” do mano King Trip com produção do meu hermano de som Anselmo Nômade e gravado por Lincoln Rossi (Correra Record’s) que irá compor seu novo trabalho com a música RAP. King é conhecido por transitar por diferentes estilos e por trazer ao mundo a ideia certa e direta em relação ao cotidiano urbano apresentado sempre uma sonoridade completa de qualidade seja nos instrumentais como nas letras. “Na febre do rato” é uma metáfora (acho que posso definir assim) em relação às pessoas que transitam pelas cidades e que estão encurraladas nessa imensa jaula que é o sistema capitalista, que passam a conviver cada vez mais com mesquinhez, o individualismo e a competitividade.
            E por fim quero destacar um filme francês divertidíssimo e muito especial, “Intocáveis” dos diretores Eric Toledano e Olivier Nakache, com os atores  François CluzetOmar SyAnne Le Ny, que retrata momentos simples da vida na relação de um senhor de aproximadamente 50 anos tetraplégico rico totalmente dependente de muitas pessoas para continuar vivendo e de um jovem imigrante negro pobre desempregado que se vira como pode para sobreviver, ambos com problemas familiares (bem distintos) que influenciam diretamente na forma como procuram seguir as possibilidades de existência. Unidos pelo destino e que passam a ser grandes amigos.   Temas como família, segregação social, oportunidades com uma dose certa de humor. O filme só escorrega um pouco com cenas de machismo identificados em diversos instantes que pode provocar algum desconforto entre os mais céticos, mas que retrata de certa forma parte de nossa passagem em vida. “Intocáveis” toca em ponto que a meu ver é uma das questões mais emblemáticas que temos que conviver, a questão da relação com o próximo/semelhante. Porque lidar com os outros não é fácil!
            Segue aí as dicas para darmos mais sentido à liberdade de expressão manifestada em arte, três trabalhos dignos de reconhecimento e total atenção.

Firmão!