terça-feira, 23 de agosto de 2011

FÊNIX SEMPRE! por Maurício (Mentes Urbanas DCI)


O CORPO EM CHAMAS,
UMA FÚRIA ARDENTE
CONTAGIA A ALMA DO SER PRESENTE
MUITOS SE CONFUNDEM
POUCOS À SENTEM
MAGIA DIGNA A LUZ SE ASCENDE!
FÊNIX!

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Pela Web: processo contra MC Tonho Crocco é arquivado pela justiça gaúcha


A pedido do ex-presidente da Assembleia gaúcha, foi arquivado pela justiça na manhã da segunda-feira (9/8), o processo contra o músico Tonho Crocco. O atual deputado federal Giovani Cherinihavia encaminhado representação ao Ministério Público em função da música "Gangue da Matriz". Na decisão, o juiz Artur dos Santos e Almeida, do 3º Juizado Especial Criminal do Foro Central, relatou ainda que as pessoas citadas na música, as quais seriam as reais vítimas, não ingressaram com representação na Justiça.

Notícia extraída do portal: Central Hip-Hop

“ÍDOLOS” DE QUEM ? por Fabiana Cozza



A construção da carreira artística está a quilômetros de distância do “mundo encantado de Alice” proposto pelo programa “Ídolos” (Record). Às vezes em que assisti ao “reality show” – dito musical – sempre fiquei com a velha indignação sobre o papel exercido pela TV que, ao meu ver, deveria efetivamente ser educativo e menos apelativo no que tange à espetacularização da imagem alheia, a ridicularização e humilhação de muitas pessoas.
O sonho do “grande ídolo” é uma mentira e efetivamente aqueles milhares de candidatos precisam saber disso. É um jogo de loteria com data de validade para quem “ganha”.
O processo de seleção é de dar dó dos participantes. É a disputa da bizarrice, na maioria dos casos. É de se suspeitar até que a pré-seleção “exija” do candidato um pouco de bufa, de grotesco. Afinal, a TV vive da carnificina humana. A busca iludida e desesperada por um espaço ao sol no hall das celebridades, ou minimamente um buraco para ser visto, leva muitas destas pessoas a perder um valor precioso, a dignidade. E pra mim chega a ser constrangedor, revoltante, ouvir os comentários dos jurados espezinhando ainda mais no couro dos pretendentes.



Quando aparecem cantores, propriamente ditos, poucos não são a cópia – ainda sem entourage - de alguém que já está por aí. A maioria não tem personalidade pois “personalidade artística” também passa por estrada e trabalho efetivo, não cai do céu, e ninguém jamais aprenderá isso num programa com estes moldes.
Quando iniciam-se as disputas a gente vê aquele batalhão de concorrentes cantando samba, xaxado, música caipira, funk, balada, valsa, da mesma forma. E acredito que a culpa não seja deles. É possível que não haja tempo hábil para uma instrução musical efetiva. É possível que a reprodução de padrões fonográficos esteja já tão introjetada no cantar que é impensável mudar da noite para o dia. É possível que ninguém ouviu nada além de meia dúzia de nomes nacionais e internacionais recentes. É fato que não existem escolas de música no Brasil. E é caso encerrado que para ser um ídolo há uma ditatura estética definida.
Os comentários dos jurados – personagens do “reality show” – são descartáveis. Ninguém fala nada que indique ou oriente o candidato a um caminho qualquer que seja. “Você não foi bem hoje, precisa se superar”, “você desafinou naquela nota”, “você se atrapalhou na entrada da canção” etc etc. Não sei efetivamente se alguns dos críticos de plantão consegue discernir uma nota afinada de outra que não. Mas o importante é dar continuidade ao espetáculo. Logo, o papel da banca, dividida entre o “bonzinho”, “o entendido no assunto” e o “mal” é bater e assoprar.
E o vencedor? Onde vai parar o novo “Ídolo”? A legitimidade do título conquistado não os coloca no mesmo patamar de nomes como Ivete Sangalo, Luan Santana, etc e eles também não disputam as páginas de “Caras”. O novo astro não passa de uma marionete.
Pra concluir, como já me disse o escritor e amigo Marcelino Freire: “não conheço um artista brasileiro que – sem qualquer apoio financeiro e/ou sobrenome de gente famosa – viva de sua arte sem ralar muito”.

Acorda, gente!

Acesse a coluna da cantora AQUI

sábado, 6 de agosto de 2011

AS PROMESSAS DA TECNOLOGIA por Luiz Mendes

O Tempo, o Trabalho e a Tecnologia

A descoberta e desenvolvimento de novas tecnologias não têm servido ao homem como se anunciava. A promessa era de diminuir o tempo de trabalho que tomava a maior parte de nossa vida. Mais tempo para lazer e diversão. Tempo para reflexão, estudo, pesquisa, capacitações e autoconhecimento. Tempo e dinheiro para gastamos mais livremente, passear, viajar, conhecer...
Mas os anos se passaram e o que vai acontecendo é que nosso tempo parece que diminuiu mais ainda. Nosso esforço tem que ser maior a cada dia. Aquela conversa de matar um leão por dia já não é tão literal assim. O emprego fixo com todos os benefícios trabalhistas, como férias, 13º terceiro, estabilidade de emprego, indenização por demissão, plano de saúde, seguro acidente e desemprego, aposentadoria, participação nos lucros da empresa, vai se findando. As contratações hoje são por tarefa. Acabou o que havia a fazer; acabou o vínculo empregatício.
Mas a necessidade de trabalhar para garantir a sobrevivência continua e até aumenta, com a crise nos salários. Muita gente tem dois e até três empregos. O que parecia inconcebível há poucos anos atrás.
O medo do desemprego é cada vez maior. Um fantasma a nos seguir. De repente vira pânico. Qualquer um de nós pode receber essa condenação. Ficar sem trabalho é quase como ser morto. Sofremos até preconceito. As pessoas nos evitam e batem três vezes na madeira ao falarem de nós. Porque não há alternativas. É estar empregado ou não ser nada. É preciso agradecer efusivamente o empresário que nos emprega por um salário que mal dá para cobrir nossos gastos.
Encontrar trabalho e conservá-lo é tarefa árdua que nos toma todo nosso tempo. Todo mundo faz hora extra ou dá uma “puxadinha de saco” chegando mais cedo ou saindo mais tarde. Tempo livre gera medo porque é tempo que não foi transformado em dinheiro. O tempo atrelou-se ao dinheiro definitivamente. Estudamos somente especializações, graduações para currículo, para trabalhar e ganhar mais dinheiro. Que, em tese, seria para termos mais tempo para nós...
A tecnologia, como foi prometido, não libertou o homem da servidão e da necessidade do trabalho coisíssima nenhuma, infelizmente, como outras tantas promessas. Perigas até haver prendido mais e causado mais necessidades ainda.

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Pela Web: MC Tonho Crocco é processado por rap contra salários de deputados

ISSO SÓ NOS FORTALECE!


"Uma representação ao Ministério Público, assinada por Giovani Cherini (PDT) quando ainda era presidente da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul, resultou em processo por crime contra a honra para o músico gaúcho Tonho Crocco. O músico fez um rap no qual chamava de ´gangue` os 36 deputados [referência ao vídeo da música "Gangue da matriz"] que aprovaram aumento de 73% em seus próprios salários, em dezembro do ano passado.

Atualmente deputado federal, Cherini encaminhou uma representação ao Ministério Público para que analisasse o vídeo divulgado pelo músico e, caso necessário, tomasse providências. Tonho Crocco recebeu nesta semana uma intimação para uma audiência preliminar no dia 22 de agosto, da qual Cherini também vai participar."

Em manifesto publicado em seu site oficial, o rapper declara: "Meu verdadeiro temor é que se abra um precedente coibindo as manifestação políticas; principalmente aquelas que usam de vias pacíficas e da arte como forma de expressão. Gostaria de contar com o apoio e mobilização dos que concordam com esta filosofia. Não apenas a classe artística e sim de todas pessoas que compartilham esta visão."

Confira a matéria completa e conheça o trabalho do MC Tonho Crocco no http://centralhiphop.uol.com.br/site/?url=noticias_detalhes.php&id=2800

CANA-MILHO, BRASIL-EUA a mesma coisa por Maurício (Mentes Urbanas DCI)



1530 período colonial exploração
Cultivo da cana-de-açúcar
Nos engenhos a produção escravidão
O sangue nas chibatas percorre pelos canaviais
Hoje os bóias-frias lembram nossos ancestrais
Exposto ao sol pros patrões não é visível
Alimentam a disputa pelo álcool combustível
Grandes propriedades áreas devastadas
Ralações humanas e naturais
Destruição do planeta terra mais eficaz
Tecnologia acelerada gradua o consumo
Máquinas na colheita e o povo sem rumo
Processos nos carros diminuem a emissão de CO2
Efeito estufa caos no mundo
O lucro vem agora e as conseqüências aparecem depois
No estado de São Paulo os olhos estão pra região central
Cosan monopoliza a produção do capital
Usinas Tamoio, Zanin, Santa Cruz
Provocam interesses externos, induz
Bush, Obama ascensão em disputas
Na América do Norte corroem o milho por álcool e vendas ininterruptas
E os pobres mexicanos ALCAmente destruídos
Verá o fim da tortilha pelos Estados Unidos
Será que os governantes estão ligando pro desenvolvimento?
Os países ricos sugando os pobres, sempre se abastecendo
Se o Brasil não consegue promover a reforma agrária,
Quem dirá vender celulose de cana como o petróleo da Arábia.

sábado, 30 de julho de 2011

HUMANOS DE LABORATÓRIO por Maurício (Mentes Urbanas DCI)


Seres confinados, submetidos a experiências,
Do início da vida de suas existências
Vários clones são feitos para não errar
Com marcas no corpo globalizado a se identificar.
Nascidos em cativeiro com o fator genético
Capitalismo puro, das marcas dos dedos às células do cérebro.
Alienados sem espaço em qualquer lugar,
Sem direito de resposta, sem se libertar.
Acorrentados pelo medo de não entender,
Sobre o que existe em sua volta o espaço que se vê
Com a mente atordoada sem princípios normais
No DNA não adverte, pois são artificiais.
Prontos pra trabalhar e alimentar uma raça,
Sentindo o peso do ódio e promover suas desgraças.
De segundos a horas um proceder rotineiro,
Sem sentido não escolhem o que será do seu tempo.
Habituados a ver sempre a mesma imagem
No mundo colorido não há desvantagens.
Obrigados a cobiçar e engolir o desejo.
Estando na linha fazem o que o seu criador quer,
Se alimentando do outro por um motivo qualquer.
Até que conte com uma virtude como a de ninguém
Pois alteram o resultado de seus raios-X
Diagnosticados dizem que o problema é outro,
Mesmo assim, persistir na história e libertar todo povo.
Somando a ser um conjunto no meio de outros,
Até a luz que ascende e agirem como poucos.
Chamas em seus corações o vírus, um defeito próprio...
Livres! Agora chegou vez, Humanos de Laboratório.

sexta-feira, 29 de julho de 2011

RIO DE JANEIRO (Cenas fora do roteiro) por Maurício (Mentes Urbanas DCI)


GUERRA NOS MORROS
O ESTADO DETÉM O "DOMÍNIO"
O CRIME DETÉM O DINHEIRO
O MEDO ASSOLA O ENTORNO
O POVO PEDE SOCORRO
O PODER PERSEGUE TODOS
UNS QUEREM STATUS
OUTROS UNANIMIDADES
E MUITOS (O POVO) APENAS A PAZ!

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Devoradores de Notícias Ruins por Luiz Mendes (Memórias de um sobrevivente)

Meninos
A cada um daqueles meninos que teve seu sangue derramado nas calçadas, tivemos ali exposta a pior de nossas doenças sociais. Só que em vez de ler aquele trágico acontecimento e buscar a cura, sentimos uma espécie de alívio: Ufa! Desse estamos salvos; menos um predador! E nos acomodamos, qual aquele fosse o ultimo deles. Preferimos não enxergar que, de onde saiu aquele, se as condições continuarem as mesmas, sairão muitos outros. A progressão deixou de ser aritmética há bastante tempo. Estamos perdendo terreno, o ritmo já é geométrico há muito.
A bomba foi mais uma vez desarmada, nos auto-iludimos.
Há quem aplauda os protagonistas daquela “pequena” tragédia. Sempre parece recorrência falar do Massacre da Candelária. Mas desenhar mentalmente dezenas de crianças dormindo no calçamento, abandonados ao relento, juntas para gerar calor e policiais vestidos à paisana metralhando-as, é medonho. Oito foram mortos e vários feridos. Loucura total, a “Escola do Mundo ao Avesso” de Eduardo Galeano.
Mais uma vez perde a justiça na acelerada concorrência com a segurança. Aqueles meninos são “micróbio social” dos quais nos libertamos. Virus, infecção social, animais, bestas feras, são as maneiras que nos referimos a eles. Houve até um tempo em que os policiais eram aumentados em seus soldos com bônus em seus “atos de bravura” ao exterminar jovens delinqüentes.
Parece até que as doutrinas de segurança nacional vão sendo substituídas pela histeria coletiva alimentada pela mídia. Os Ratinhos, Datenas, Fachiollis, Gotinos e outros com suas barrigas enormes e seus gordos salários, vão hiper dimensionando as desgraças ocorridas no país. Criam verdadeiros devoradores de notícias ruins.
Enquanto isso, os roubos, furtos e demais delinqüências cometidas por aqueles cujo sangue foi derramado nas calçadas são brincadeira de criança ou piada diante das fraudes de mercadores, banqueiros, políticos e gestores públicos...
A cascavel só ataca quem esta de pés descalços, já dizia alguém que não me lembro quem.
DO BLOG: 
http://revistatrip.uol.com.br/blogs/mundolivre/