sexta-feira, 29 de junho de 2012

RAP Nacional é nóiz...

"Mulheres no RAP", uma ótima reportagem feita pelos alunos do curso de jornalismo da Universidade Anhembi Morumbi que aborda o momento atual do RAP feito por mulheres no Brasil, quebrando preconceitos, machismos e trabalhando para expressar seus sentimentos. Com participação de Rubia (RPW), Flora Matos e Lurdes da Luz. Muito bommm.


RAP NACIONAL LINHA DE FRENTE

quinta-feira, 28 de junho de 2012

Pelas Rodovias de SP... Alckmin sobe o preço dos pedágios


Nesta quinta-feira o Governador Geraldo Alckmin anunciou o aumento no preço dos pedágios nas Rodovias de SP (que por sinal já são bem cara$). Com o IPI lá em baixo paga-se caro para circular com as gaiolas ambulantes. Não sei não, do jeito que está é melhor ficar em casa. O transporte coletivo em várias cidade do interior estão com valores próximos com o da capital (Sorocaba R$ 3,15 / Campinas R$ 3,00 / Araraquara - R$ 2,70), trens e metros super lotados e com pouca malha férrea.

Bom, pra dar um rolê tá embaçado agora é treta pra quem precisa dar um trampo.

PSDB 17 anos de ditadura, vamos acordar rapaziada pois é ano de eleição...

CLIQUE AQUI para ter acesso a tabela com os novos valores dos pedágios

sexta-feira, 22 de junho de 2012

REDEFININDO O POSSÍVEL


Alpinista sem pernas chega ao topo do monte Kilimanjaro e levanta fundos para a caridade




Quando pensar no termo "impossível", lembre-se de Spencer West. No último dia 12, ele começou o maior desafio de sua vida: escalar uma das mais difíceis montanhas do mundo, o Monte Kilimanjaro, ponto mais alto da África. O mais impressionante? Ele faria isso sem as duas pernas. O alpinista perdeu os dois membros inferiores quando tinha cinco anos de idade por conta de um defeito genético. Mas se recusou a aceitar as limitações e venceu obstáculos cada vez maiores em sua vida.
No último dia 19, apenas sete dias depois de começar a subida, Spencer e seu time chegaram ao teto africano, 5.895 metros acima do nível do mar. Subindo sozinho por mais de 80% do caminho usando apenas seus braços, o alpinista surpreendeu o mundo e atingiu o cume do Kilimanjaro. E o melhor: fez isso em nome da caridade.
Todo o dinheiro arrecadado com a expedição será repassado por West para a instituição sem fins lucrativos Free The Children, que cuida de crianças carentes em todo o continente africano. Toda a missão foi financiada através de crowdfunding, totalizando quase US$ 500 mil em doações. Mesmo depois da chegada ao topo, as doações no site de West ainda estão abertas.

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Brasil, Brasil está tudo bem? Parece que não...



Literatura da periferia: Eduardo Facção Central irá lançar trabalho inédito


Eduardo é um líder revolucionário dos tempos modernos. Por onde passa arrasta uma multidão sedenta para ouvir suas ideias. Contundente em suas opiniões, não economiza palavras para descrever todo o asco que sente com a discrepância na divisão de renda da sociedade brasileira. Depois de lançar sete discos com o Facção Central, Eduardo se prepara para armar seus seguidores com outra munição, tão letal quanto suas letras de rap.
A nova munição de Eduardo é um livro que trata sobre diversos temas ligados as condições sociais do Brasil. Há alguns anos o rapper dedica parte de seus dias para escrever este trabalho. Se antes o público que acompanha Eduardo já se surpreendia com a diversidade de argumentos utilizados nas letras de rap, agora vai ter ainda mais conteúdo para suprir as lacunas deixadas pela educação deficiente que é oferecida nas escolas.
Eduardo nasceu e foi criado no Grajaú, Zona Sul de São Paulo/SP e estudou apenas até a 5ª série. Quando começou a escrever letras de rap, sentiu necessidade de ampliar seu conhecimento para poder transformar sua indignação em rima. Eduardo construiu  sua formação intelectual através dos livros e então surgiu o desafio dele mesmo escrever um livro e incentivar seu povo à leitura.
O livro de Eduardo é uma obra muito esperada pelo público do hip-hop brasileiro e será leitura obrigatória para todo morador de periferia que quiser compreender como opressor age para manter o povo em condições sub-humanas.

*O texto acima foi retirado da Revista Rap Nacional nº 1, que traz ainda  um trecho deste novo trabalho de Eduardo e também uma entrevista exclusiva com o rapper e autor.

Maiores informações: Rap Nacional

LITERATURA DA PERIFERIA PARA O MUNDO


sexta-feira, 8 de junho de 2012

Percurso e universo de Alice Brill


Filha de um artista plástico morto em um campo de concentração, Alice nasceu em Colônia, em 1920, e migrou para o Brasil em 1934 com sua mãe, para escapar do nazismo. Decidida a abraçar o ofício paterno, já em 1940 passou a frequentar o Grupo Santa Helena, associação informal de pintores que frequentavam ateliês no Edifício da Sé, em São Paulo, conhecido como “Palacete Santa Helena”. Seus mestres foram Paulo Rossi Ozir, Aldo Bonadei, Yolanda Mohaly, Poty e Hansen Bahia, que a influenciam a trabalhar com pintura a óleo.







Em 1946, ganha uma bolsa de estudos e até 1947 faz uma série de cursos na University of New Mexico, em Albuquerque, e na Art Student’s League de Nova York, ambas nos Estados Unidos. Estuda desenho, pintura, escultura, gravura, história da arte, literatura, filosofia e tem seu primeiro contato com a fotografia. Já de volta ao Brasil, começa a trabalhar como fotógrafa da revista Habitat, para a qual realiza reportagens sobre arquitetura e artes plásticas.






Sua longa carreira resultou em mais de cem exposições individuais e coletivas, entre elas a I Bienal de São Paulo, em 1949. Foi fundadora do Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM-SP), do Clube dos Artistas e Amigos da Arte de São Paulo e da Associação Brasileira de Pesquisadores em Arte. Em 1975 se formou em Filosofia pela PUC-SP e posteriormente fez mestrado e doutorado em Estética na USP. Publicou três livros: Mário Zanini e seu tempo (Ed. Perspectiva, 1984), Da arte e da linguagem (Ed. Perspectiva, 1988) e Flexor (1990), além do capítulo sobre artes plásticas do livro O expressionismo (org. Jacó Guinsburg, Ed. Perspectiva, 2002).









quinta-feira, 7 de junho de 2012

O Homem carece de outro Homem


Desperdício
Do que um homem mais carece para viver? Meios para se alimentar? Ambiente favorável à sua proliferação? Defesas contra as demais espécies? Vestuário, moradia para se proteger das intempéries? Capacidade de raciocinar, sentir e memorizar?
Não. Apesar de precisar disso tudo também. E tudo isso se desenvolve e acontece na espécie humana a partir do que ela mais carece. O que pode ser então?
O homem precisa do outro homem para viver e projetar seu futuro. Carecemos do bando, como muitas outras espécies. A dos chipanzés, por exemplo. Sozinhos somos presas fáceis, sem muitas defesas, facilmente extinguíveis. Unidos produzimos alimentação e abrigo. Aprendemos a sentir, disciplinamos o raciocínio, prevenimos acidentes, colecionamos memórias e passamos às próximas gerações. Juntos construímos defesas e vencemos tudo que possa nos ameaçar. Principalmente, planejamos o futuro.
Viver não é enganar o medo de morrer com distrações extremas. Equilibramo-nos pendurados em finos fios de seda para viver o melhor que podemos. Seria um desperdício.
                                                   
Luiz Mendes
07/06/2012.