quinta-feira, 7 de junho de 2012

Rapper Fiell: "Da favela para as favelas", livro...

                                        
Sinopse do livro: ”Repper Fiell (com “E” para valorizar a cultura do Repente nordestino), militante, atua no hip-hop há 15 anos. Em seu primeiro livro, “Da Favela para as Favelas”, Fiell conta o que aprendeu dentro e fora do hip-hop e fala sobre favela, tráfico, marcas de roupas, comunicação e como adquiriu o conhecimento crítico e defende a ideologia que lhe faz ser diferente dos demais “rappers”. O livro, conta com prefacio de moradores de favelas e do asfalto: Marcelo Yuka (músico e compositor, ex-O Rappa), Itamar Silva (jornalista, coordenador do Grupo ECO – Favela Santa Marta), Cláudia Santiago (jornalista, coordenadora do Núcleo Piratininga de Comunicação – NPC) e Gizele Martins (jornalista, editora do jornal O Cidadão, da Maré).

Pedidos: fiellateamorte@gmail.com (21) 86700327R$ 10 reais.
                                 
 LITERATURA DA PERIFERIA PARA O MUNDO

SACOLINHA: “Manteiga de Cacau”, novo livro...



Outros lançamentos:

Dia 11 de junho – 19h30
B_eco
Local: Pinheiros - SP

Dia 6 de julho – 20h
Ong Caminho Verde
Local: Campo Limpo Paulista - SP

Dia 16 de agosto – 20h
Sarau do ZAP
Local: Núcleo Bartolomeu de Depoimentos - Pompéia - SP


Dia 1 de setembro - 14h
Tenda Literária
Local: Ermelino Matarazzo – SP


LITERATURA DA PERIFERIA PARA O MUNDO

Lançamento do livro "Profissão MC", décimo de Alessandro Buzo


Livro: Profissão MC
Romance.
Autor: Alessandro Buzo
* Baseado no filme Profissão MC
Prefácio: DanielGanjaMan. Contra capa: CRIOLO. Orelha: Jéssica Balbino

Quando: 26/06/2012

Onde: Fnac
Local: Av. Paulista, 901- Bela Vista – São Paulo
O que: Noite de autógrafos e coquetel com autor.
A partir das 19h.

PS: Não precisa convite, só chegar...


LITERATURA DA PERIFERIA PARA O MUNDO

terça-feira, 5 de junho de 2012

SKATE MUSIC em Araraquara



Skate Music

Campeonato de Street Skate de Inverno
Categorias: Mirim, Infantil, Iniciante.
Inscrições ABERTAS na Loja Attitude, Av.Osorio nº26 Praça Santa Cruz - Centro - Araraquara SP

domingo, 3 de junho de 2012

Deus foi almoçar


"Deus foi almoçar" esse é o título do novo livro da litera-rua e criador da 1 da Sul Ferréz.
"Foram 8 anos de trabalho para terminar esse romance" afirma Ferréz em seu blog. O romance será lançado no dia 3 de Julho na Livraria Cultura da Av. Paulista.

Sinopse:
Calixto é um homem comum, mas como tantos cidadãos ele acorda cedo para fazer parte do labirinto da vida cotidiana. À noite, volta pra casa onde encontra sua mulher e sua filinha, nada mais normal. Mas não é isso que está nesse livro. Sem que ele queira, tudo começa a não fazer mais sentido. Calixto parece não saber como reagir, se é que quer fazer isso. Suas tentativas logo se mostram infelizes e sua conformação incomoda, embora ele tenha a sua frente um portal para mudar tudo. Neste romance psicológico, Ferréz impressiona o leitor ao perguntar se vamos querer de fato uma mudança.


LITERATURA DA PERIFERIA PARA O MUNDO

sábado, 2 de junho de 2012

Somos o que continua


Estar e Ser

Somos o que perdura
Aquilo que continua
E não somente o que fomos.
Nada pode nos definir
Ou sujeitar.
Liberdade não pode ser um sonho
Porque é a própria substância
Da vida.

domingo, 20 de maio de 2012

ORGULHO MATA por Sérgio Vaz


Meu amigo acaba de morrer em mim
Foi morrendo assim, devagarinho
feito vento meliante que espreita madrugada,
quando percebi, já não respirava mais.
Não tinha percebido que a amizade estava doente,
e quando a amizade fica doente,
se você não tomar semancol, humildol ou desculpol,
o vírus da mágoa, se alastra pelo corpo todo.
A mágoa é como lepra, primeiro apodrece a palavra,
 o brilho nos olhos e  depois o respeito,
é quando você dia olá querendo dizer adeus.
O amigo quando fina não vai para o céu,
fica vagando feito alma penada
no inferno da lembrança.
O finado amigo
é um espírito que fala através de outras pessoas,
e ainda que ele grite,  você já não escuta mais.
Um amigo falece por vários motivos,
desde falta de açúcar nos olhos e
a fraqueza no abraço.
Mas o pior de tudo é o enfarte na admiração.
A admiração pelo amigo é o sangue que bombeia a amizade.
Sem esses  glóbulos brancos, negros e amarelos
o amor acaba. E se você não ama teu amigo... jaz.
Amigo a gente não divide, se ele é menos a gente multiplica,
mas quando ele morre a gente já nem conta mais.
O amigo quando cessa
é o como se o passado cometesse suicídio
com um tiro na saudade, ou uma corda pendurada na lembrança.
Isso quando você mesmo não o mata,
atirando na testa um desprezo de pedregulho..
Quando a amizade começa a tossir... é bom medir a pressão.
Meu amigo está morto,
na autópsia consta que foi envenenamento: cianureto de orgulho.
O Funeral foi agora pouco, sem flores, sem lágrimas, no meu coração.
O enterro segue sem alarde em respeito aos familiares.

sábado, 5 de maio de 2012

Salve geral...


Não deixe de ouvir o melhor programa da música negra, "MISTURA FINA" do grandíssimo Ziza e seu companheiro Vinícius que agora estão na radioweb Rizadão FM. Muito soul, funk, melodias, rock, flash rap e R&B passam agora na rádio Rizadão FM.

Todas as sextas das 17:00 h às 20:00 h com reprise aos domingos no mesmo horário.


Bom som a tod@s!!!

domingo, 29 de abril de 2012

Desabafo

Ultimamente não sei porque, mas essa música Jesus Chorou dos cronistas da periferia Racionais MC's não está saindo da minha mente esse labirinto que constantemente eu me perco. Pra ser sincero quase sempre!


Autor: Mano Brown
Ano: 2002

O que é, o que é?

Clara e salgada,
Cabe em um olho e pesa uma tonelada.
Tem sabor de mar,
Pode ser discreta.
Inquilina da dor,
Morada predileta.
Na calada ela vem,
Refém da vingança,
Irmã do desespero,
Rival da esperança.
Pode ser causada por vermes e mundanas
E o espinho da flor,
Cruel que você ama.
Amante do drama,
Vem pra minha cama,
Por querer, sem me perguntar me fez sofrer.
E eu que me julguei forte,
E eu que me senti,
Serei um fraco quando outras delas vir.
Se o barato é louco e o processo é lento,
No momento,
Deixa eu caminhar contra o vento.
Do que adianta eu ser durão e o coração ser vulnerável?
O vento não, ele é suave, mas é frio e implacável.
(E quente) Borrou a letra triste do poeta.
(Só) Correu no rosto pardo do profeta.
Verme sai da reta,
A lágrima de um homem vai cair,
Esse é o seu B.O. pra eternidade.
Diz que homem não chora,
Tá bom, falou,
Não vai pra grupo irmão aí,
Jesus chorou!

Porra, vagabundo óh,
Vou te falar, tô chapando,
Eita mundo bom de acabar.
O que fazer quando a fortaleza tremeu
E quase tudo ao seu redor,
Melhor, se corrompeu,
"- Epa, pera lá, muita calma, ladrão,
Cadê o espírito imortal do Capão?
Lave o rosto nas águas sagradas da pia,
Nada como um dia após o outro dia.
Que, sou eu seu lado direito,
Tá abalado, por que veio?
Nego, é desse jeito!"
Durmo mal, sonho quase a noite inteira,
Acordo tenso, tonto e com olheira.
Na mente, sensação de mágoa e rancor
Uma fita me abalou na noite anterior.
- Alô!
- Ae, dorme em doidão, mil fita acontecendo e cê ai..
- Que horas são??
- Meio dia e vinte ó,
A fita é o seguinte ó,
Não é esqueirando não ó,
Fita de mil grau.
Ontem eu tava ali de CB, no pião,
Com um truta firmezão,
Cê tem que conhecer.
Se pam se liga ele vai saber de repente,
Ele fazia até um RAP num passado recente...
- Uhum.
- ...vai vendo a fita,
Cê não acredita,
Quando tem que se é Jão, (hã) pres'tenção.
Vai vendo: parei pra fumar um de remédio,
Com uns muleque lá e pá, trafica nos prédios,
Um que chegou depois, pediu pra dar uns 2,
Qual, um patrício ó, novão e os carái,
Fumaça vai, fumaça vem ele chapou o côco,
Se abriu que nem uma flor, ficou louco,
Tava eu, mais dois truta e uma mina,
Num tempra prata, show filmado, ouvindo Guina,
Ih, o bico se atacou ó, falou uma pá do cê.
- Tipo o quê?
- Esse Brown aí é cheio de querer ser.
Deixa ele moscar e cantar na quebrada,
Vamo ver se é isso tudo quando ver as quadrada.
Periferia nada, só pensa nele mesmo,
Montado no dinheiro e cês aí no veneno.
E a cara dele, truta?
Cada um no seu corre,
Tudo pelas verde, uns mata, outros morrem.
Eu mesmo, se eu catar, voa numa hora dessa,
Vou me destacar do outro lado de pressa,
Vou comprar uma house de boy depois alugo,
Vão me chamar de senhor... não por vulgo.
Mas pra ele só a zona sul que é a pá,
Diz que ele tira nós, nossa cara é cobrar,
O que ele quiser nós quer, vem que tem,
Porque eu não pago pau pra ninguém.
E eu? Só registrei né, não era de lá,
Os mano tudo só ouviu, ninguém falou um A
- Quem tem boca fala o que quer pra ter nome,
Pra ganhar atenção das muié e/ou dos homens.
Amo minha raça, luto pela cor,
O que quer que eu faça é por nós, por amor.
Não entende o que eu sou, não entende o que eu faço,
Não entende a dor e as lágrimas do palhaço.
Mundo em decomposição por um triz,
Transforma um irmão meu num verme infeliz.
E a minha mãe diz:
"- Paulo acorda, pensa no futuro que isso é ilusão,
Os próprio preto não tá nem aí com isso não,
Olha o tanto que eu sofri, que eu sou, o que eu fui,
A inveja mata um, tem muita gente ruim.
- Pô, mãe, não fala assim que eu nem durmo,
Meu amor pela senhora já não cabe em Saturno."
Dinheiro é bom, quero sim, se essa é a pergunta,
Mas a dona Ana fez de mim um homem e não uma puta!
Ei, você, seja lá quem for, pra semente eu não vim,
Então, sem terror.
Inimigo invisível, Judas incolor.
Perseguido eu já nasci, demorou,
Apenas por 30 moedas o irmão corrompeu,
Atire a primeira pedra quem tem rastro meu.
Cadê meu sorriso? Onde tá? É, quem roubou?
Humanidade é má, e até Jesus Chorou.
Lágrimas...
Lágrimas...
Jesus Chorou.

Vermelho e azul, hotel, pisca só no,
Cinza escuro do céu.
Chuva cai lá fora e aumenta o ritmo,
Sozinho eu sou agora o meu inimigo intimo.
Lembranças más vem, pensamentos bons vai,
Me ajude, sozinho penso merda pra caralho.
Gente que acredito, gosto e admiro,
Brigava por justiça e paz levou tiro:
Malcom X, Ghandi, Lennon, Marvin Gaye,
Che Guevara, 2Pac, Bob Marley e
O evangélico Martin Luther King.
Lembrei de um truta meu falar assim:
- Não joga pérolas aos porcos irmão,
Joga lavagem eles prefere assim,
Cê tem de usar piolhagem!
- Cristo que morreu por milhões,
Mas só andou com apenas 12 e um fraquejou.
Periferia: Corpos vazios e sem ética,
Lotam os pagode rumo à cadeira elétrica.
Eu sei, você sabe o que é frustação,
Máquina de fazer vilão.
Eu penso mil fita, vou enlouquecer,
E o piolho diz assim quando me vê:
- Famoso pra caráio, durão, ih, truta,
Faz seu mundo não, Jão, hã, a vida é curta.
Só modelo por aí dando boi,
Põe elas pra chupar e manda andar depois.
Rasgar as madrugadas só de mil e cem,
Se sou eu truta, não tem pra ninguém.
Zé Povinho é o Cão, tem esses defeitos,
Quê? Cê tendo ou não cresce os zóio de qualquer jeito.
Cruzar se arrebentar, de repentemente vai,
De ponto quarenta, só querer tá no pente.
- Se só de pensar em matar já matou,
Eu prefiro ouvir o pastor:
- Filho meu, não inveje o homem violento e nem siga nenhum dos seus caminhos...
Lágrimas...
Molham a medalha de um vencedor,
Chora agora ri depois, aí, Jesus chorou.

Lágrimas...

A influência cultural dos Estados Unidos por Márcio Tavares



Antigamente, para que uma determinada nação submetesse outra à sua vontade, a utilização da força era fator mais do que obrigatório. Qualquer tipo de demonstração de poder era exercida através da presença de um intimidador aparato bélico no país a ser subjugado.

As armas usadas nos dias de hoje são outras, o que não significa que de vez em quando um arsenal altamente destrutivo não seja posto em ação para dar o exemplo ou dizer quem dita às regras de fato, mas nem sempre de direito.

Agora, a dominação é realizada através de ideias. Basta ligar a TV para perceber que muitas vezes isso é feito de forma sutil. Outras nem tanto.

A supremacia dos Estados Unidos, consolidada com o término da Guerra Fria (1945-1989), é praticada segundo esses princípios. Ou seja, uma eficiente combinação entre poderio militar e propagação de elementos da cultura estadunidense.

O processo de expansão territorial efetivado pela maior potência mundial da atualidade teve como base a intervenção militar como instrumento de domínio. Além de provocar desgaste e nem sempre ser encarada de forma positiva pela comunidade internacional, a mudança de estratégia, como aconteceu com a implantação das chamadas Política da Boa Vizinhança (Good Neighbor Policy) e Doutrina Truman, tinha por fundamento adotar uma postura de camaradagem com aqueles contemplados pelo gesto cordial e caridoso do Tio Sam.

Se uma série de acontecimentos históricos de extrema gravidade afetava grande parte do planeta, por outro lado, os Estados Unidos souberam tirar proveito desses momentos de crise mundial para impulsionar o seu crescimento econômico.

Não só mercadorias produzidas nos Estados Unidos se transformaram em objeto de cobiça. A música, o idioma, a moda, o esporte, a publicidade, os hábitos e o próprio estilo de vida dos americanos do norte passaram a ser imitados e considerados como referencial de modernidade.

Não é a toa que o american way of life encontrou no cinema o seu principal instrumento de divulgação. Seja veiculando costumes, comportamentos e tendências, não só de merchandising vivem os filmes. Dificilmente as produções cinematográficas realizadas em Hollywood mostram o lado podre da sociedade estadunidense.

A intensificação do processo de globalização e a afirmação do capitalismo como sistema hegemônico são outros fatores que contribuíram em muito para o fortalecimento do império. E aí entram em cena as inúmeras empresas transnacionais oriundas dos Estados Unidos, que, além de fincarem a bandeira de marcas como Coca-Cola e Mc Donald’s nos mais distantes rincões da Terra, também desempenharam um importante papel na difusão dos valores americanos.

Enfim, como diz o samba de Jorge Aragão, “nem tudo o que é bom vem de fora”. Em qualquer lugar do mundo existem coisas boas e coisas ruins. Cabe a você saber tirar proveito disso.


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