quinta-feira, 12 de maio de 2011
terça-feira, 5 de abril de 2011
Chineses criam vacas que produzem leite materno humano
Cientistas de uma universidade chinesa modificaram geneticamente embriões de bezerros para que os animais fossem capazes de produzir a proteína lisozima, encontrada no leite materno humano.
Os pesquisadores --coordenados por Bin Yang, do laboratório de agrobiotecnologia da Universidade Agrícola da China-- criaram os embriões até a fase adulta e checaram a qualidade do leite de quatro vacas que participaram do estudo.
Os resultados mostraram que, além da gordura, proteínas e lactose, a lisozima produzida pelas vacas transgênicas era idêntida à encontrada no leite humano.
A pesquisa, divulgada nesta segunda-feira pelo site LiveScience.com e publidada na edição de 16 de março do jornal "PloS One", salienta que o desenvolvimento de uma fonte alternativa de lisozima poderia beneficiar a saúde infantil, suprindo casos em que a mãe não pode amamentar.
A lisozima é uma substância abundante no leite materno e age sobre algumas bactérias, protegendo os bebês contra infecções.
fonte: folha.com
Os pesquisadores --coordenados por Bin Yang, do laboratório de agrobiotecnologia da Universidade Agrícola da China-- criaram os embriões até a fase adulta e checaram a qualidade do leite de quatro vacas que participaram do estudo.
Os resultados mostraram que, além da gordura, proteínas e lactose, a lisozima produzida pelas vacas transgênicas era idêntida à encontrada no leite humano.
A pesquisa, divulgada nesta segunda-feira pelo site LiveScience.com e publidada na edição de 16 de março do jornal "PloS One", salienta que o desenvolvimento de uma fonte alternativa de lisozima poderia beneficiar a saúde infantil, suprindo casos em que a mãe não pode amamentar.
A lisozima é uma substância abundante no leite materno e age sobre algumas bactérias, protegendo os bebês contra infecções.
fonte: folha.com
domingo, 3 de abril de 2011
ALCATRAZ - Facção Central: A realidade da contradição
Da cobertura eu observo os moleques lá embaixo
chinelo no cotovelo jogando bola descalços
Felizes sem muro com caco de vidro
Sem vigia com Walkie Talkie, câmera de video
Sonho com a carta de alforria da minha
Alcatraz de Ouro
com a paz sem vigia
nem muro de tijolo
chinelo no cotovelo jogando bola descalços
Felizes sem muro com caco de vidro
Sem vigia com Walkie Talkie, câmera de video
Sonho com a carta de alforria da minha
Alcatraz de Ouro
com a paz sem vigia
nem muro de tijolo
Daqui debaixo eu observo a cobertura de luxo
como seria abrir a geladeira e ter de tudo
Morar num Apê de 600 de area construida
fim de semana na fazenda, no haras da familia
Sonho com a carta de Alforria
da minha Alcatraz de compensado
com a paz sem revolver
nem refem torturado
como seria abrir a geladeira e ter de tudo
Morar num Apê de 600 de area construida
fim de semana na fazenda, no haras da familia
Sonho com a carta de Alforria
da minha Alcatraz de compensado
com a paz sem revolver
nem refem torturado
O Brasil é o país das contradições, ou propriamente dito onde o capitalismo mais injeta o seu poder de alienação. Ao se deparar com as grandes cidades dos estados de norte a sul encontramos o universo das contadições, o muro imaginavél - porém muito real - que separa o pobre do rico. O cenário urbano dos prédios e condomínios de luxo com as favelas, cortiços e muitas vezes nem moradias especificas dessa segregação espacial que o sistema empõe.
A realidade da contradição é mais cruel do que vemos, ouvimos e lemos, mas com algumas simples manifestações como essa música, já expõe a verdade que não nos ensinam.
A realidade da contradição é mais cruel do que vemos, ouvimos e lemos, mas com algumas simples manifestações como essa música, já expõe a verdade que não nos ensinam.
Música: Alcatraz
Artista: Facção Central
Letra: Eduardo
Album: Direto do campo de extermínio 2003
Da cobertura eu observo os moleques la embaixo
chinelo no cotovelo jogando bola descalços
Felizes sem muro com caco de vidro
Sem vigia com Walkie Talkie, camera de video
Indo pra aula sonho atraz da blindagem do Nissan
com pipa, piao, carrinho de rolimã
Tenho 12 até hoje ninguem reclamou em casa
que na minha cobrança de falta eu quebrei sua vidraça
Nao tem graça no condominio minha bike nova
me sinto igual a um Hamster correndo na gaiola
Meu pai nuynca me buscou depois da aula
pra eu ver ele só marcando horario com a secretaria
Minha mae só se preocupa com plastica, jóia
Alta costura, teatro, desfiles de moda
Pra eles foda-se o que o pobre ta comendo, bebendo
Aí eu termino de computador, escargot, só que preso
Nao passo de mercadoria, produto pra sequestro
Meu chofer na Blitz falsa é projetil no cerebro
Pra quem joga sozinho nao tem cartucho legal
Sem internet eu nem teria amigo virtual
FODA-SE o parque aquatico, o toboagua
quero a bandeira do meu time, gritar gol na arquibancada
Daria meu kart, minha parte na herança
pra tá no bar do morro jogando fliperama
Sonho com a carta de alforria da minha
Alcatraz de Ouro
com a paz sem vigia
nem muro de tijolo
(4x)
Daqui debaixo eu observo a cobertura de luxo
como seria abrir a geladeira e ter de tudo
Morar num Ap de 600 de area construida
fim de semana na fazenda, no haras da familia
vou pra aula sonhando com um copo de leite
com as prateleiras da Ri-Happy, um tenis sem silver-tape
Ate hoje um frango assado foi meu melhor almoço
esmola do padeiro pra eu nao olhar pro seu forno
nao tem graça na favela rolê com a minha bike roubada
perto de cadaver, gambé dando cabada
Há, se eu esconder uma camera pra filmar
o que meu pai me bate, vira santa a babá
minha mae só se preocupa com a escolha do vestido
tem que ser bem fudido pra vender doce no seu vidro
nasci pra ser cobaia,puta que pariu
pra testar com a 9,3-8 terno blindado de 9 mil
Igual ao cão que odeia o gato
gato que odeia o rato
por instinto quer o menino do condominio enterrado
fliho de egoista,que país é turista
praga ruim tem que cedo trombar pesticida
Tem foto em Orlando com Mickey abraçado
e eu pra andar num Vectra é só algemado
Daria até minha altomatica com dois pentes cheios
Pra nunca mais sonhar com o lanche na hora do recreio
Sonho com a carta de Alforria
da minha Alcatraz de compensado
com a paz sem revolver
nem refem torturado
(4x)
O vinho do meu pai é 12 mil a garrafa
penso no numero de cesta basica
o apetite vasa
prevejo que um dia vai ter bomba no motor
virou a chave no contato, adeus Doutor
Dono de loja, famosa, varias filiais
tipo que odeia pobre mas nao seus Reais
tem como hobby humilhar a empregada domestica
tambem pegar o jato e pular de para-quedas
O mindo é o corpo e ele é o tumor maligno
descende de quem roubou as terras dos indios
Eu nunca vou ter minha carta de Alforria
é que corpo em chamas nao é problema da minha familia
Meu sonho é ser astro de cinema
mas nao ser o ator preto carregando bandeija
quero dar coletiva, ter minha cara fotografada
mas nao pra explicar minha fuga cinematografica
Harvard pra um pivete de patinete no pé
um do tambor pro de isipor vendendo picolé
Sem Game Boy, brinquedo da Tec Toy
no aniversario é só 2 Dolly e um bolo Seven Boys
eu sou a artista plastico pronto pra expor
seu retrato falado no museu da dor
Tem um muro de lagrima entre o popre e o boy
do lado dourado cresce a vitima
no vermelho seu algoz
Sonho com a carta de alforria da minha
Alcatraz de Ouro
com a paz sem vigia
nem muro de tijolo(2x)
Sonho com a carta de Alforria
da minha Alcatraz de compensado
com a paz sem revolver
nem refem torturado(2x)
Sonho com a carta de alforria da minha
Alcatraz de Ouro
com a paz sem vigia
nem muro de tijolo(2x)
Sonho com a carta de Alforria
da minha Alcatraz de compensado
com a paz sem revolver
nem refem torturado(2x)
Album: Direto do campo de extermínio 2003
Da cobertura eu observo os moleques la embaixo
chinelo no cotovelo jogando bola descalços
Felizes sem muro com caco de vidro
Sem vigia com Walkie Talkie, camera de video
Indo pra aula sonho atraz da blindagem do Nissan
com pipa, piao, carrinho de rolimã
Tenho 12 até hoje ninguem reclamou em casa
que na minha cobrança de falta eu quebrei sua vidraça
Nao tem graça no condominio minha bike nova
me sinto igual a um Hamster correndo na gaiola
Meu pai nuynca me buscou depois da aula
pra eu ver ele só marcando horario com a secretaria
Minha mae só se preocupa com plastica, jóia
Alta costura, teatro, desfiles de moda
Pra eles foda-se o que o pobre ta comendo, bebendo
Aí eu termino de computador, escargot, só que preso
Nao passo de mercadoria, produto pra sequestro
Meu chofer na Blitz falsa é projetil no cerebro
Pra quem joga sozinho nao tem cartucho legal
Sem internet eu nem teria amigo virtual
FODA-SE o parque aquatico, o toboagua
quero a bandeira do meu time, gritar gol na arquibancada
Daria meu kart, minha parte na herança
pra tá no bar do morro jogando fliperama
Sonho com a carta de alforria da minha
Alcatraz de Ouro
com a paz sem vigia
nem muro de tijolo
(4x)
Daqui debaixo eu observo a cobertura de luxo
como seria abrir a geladeira e ter de tudo
Morar num Ap de 600 de area construida
fim de semana na fazenda, no haras da familia
vou pra aula sonhando com um copo de leite
com as prateleiras da Ri-Happy, um tenis sem silver-tape
Ate hoje um frango assado foi meu melhor almoço
esmola do padeiro pra eu nao olhar pro seu forno
nao tem graça na favela rolê com a minha bike roubada
perto de cadaver, gambé dando cabada
Há, se eu esconder uma camera pra filmar
o que meu pai me bate, vira santa a babá
minha mae só se preocupa com a escolha do vestido
tem que ser bem fudido pra vender doce no seu vidro
nasci pra ser cobaia,puta que pariu
pra testar com a 9,3-8 terno blindado de 9 mil
Igual ao cão que odeia o gato
gato que odeia o rato
por instinto quer o menino do condominio enterrado
fliho de egoista,que país é turista
praga ruim tem que cedo trombar pesticida
Tem foto em Orlando com Mickey abraçado
e eu pra andar num Vectra é só algemado
Daria até minha altomatica com dois pentes cheios
Pra nunca mais sonhar com o lanche na hora do recreio
Sonho com a carta de Alforria
da minha Alcatraz de compensado
com a paz sem revolver
nem refem torturado
(4x)
O vinho do meu pai é 12 mil a garrafa
penso no numero de cesta basica
o apetite vasa
prevejo que um dia vai ter bomba no motor
virou a chave no contato, adeus Doutor
Dono de loja, famosa, varias filiais
tipo que odeia pobre mas nao seus Reais
tem como hobby humilhar a empregada domestica
tambem pegar o jato e pular de para-quedas
O mindo é o corpo e ele é o tumor maligno
descende de quem roubou as terras dos indios
Eu nunca vou ter minha carta de Alforria
é que corpo em chamas nao é problema da minha familia
Meu sonho é ser astro de cinema
mas nao ser o ator preto carregando bandeija
quero dar coletiva, ter minha cara fotografada
mas nao pra explicar minha fuga cinematografica
Harvard pra um pivete de patinete no pé
um do tambor pro de isipor vendendo picolé
Sem Game Boy, brinquedo da Tec Toy
no aniversario é só 2 Dolly e um bolo Seven Boys
eu sou a artista plastico pronto pra expor
seu retrato falado no museu da dor
Tem um muro de lagrima entre o popre e o boy
do lado dourado cresce a vitima
no vermelho seu algoz
Sonho com a carta de alforria da minha
Alcatraz de Ouro
com a paz sem vigia
nem muro de tijolo(2x)
Sonho com a carta de Alforria
da minha Alcatraz de compensado
com a paz sem revolver
nem refem torturado(2x)
Sonho com a carta de alforria da minha
Alcatraz de Ouro
com a paz sem vigia
nem muro de tijolo(2x)
Sonho com a carta de Alforria
da minha Alcatraz de compensado
com a paz sem revolver
nem refem torturado(2x)
MAURITS CORNELIS ESCHER - Arte da ilusão
Maurits Cornelis Escher (Leeuwarden, 17 de Junho de 1898 - Hilversum, 27 de Março de 1972) foi um artista gráfico holandês conhecido pelas suas xilogravuras, litografias e meios-tons (mezzotints), que tendem a representar construções impossíveis, preenchimento regular do plano, explorações do infinito e as metamorfoses - padrões geométricos entrecruzados que se transformam gradualmente para formas completamente diferentes.
OBRA
Uma das principais contribuições da obra deste artista está em sua capacidade de gerar imagens com impressionantes efeitos de ilusões de óptica, com Foi numa visita à Alhambra, na Espanha, que o artista conheceu e se encantou pelos mosaicos que havia neste palácio de construção árabe. Escher achou muito interessante as formas como cada figura se entrelaçava a outra e se repetia, formando belos padrões geométricos. Este foi o ponto de partida para os seus trabalhos mais impressionantes e famosos, que consistiam no preenchimento regular do plano, normalmente utilizando imagens geométricas e não figurativas, como os árabes faziam por causa da sua religião muçulmana, que proíbe tais representações.
A partir de uma malha de polígonos, regulares ou não, Escher fazia mudanças, mas sem alterar a área do polígono original. Assim surgiam figuras de homens, peixes, aves, lagartos, todos envolvidos de tal forma que nenhum poderia mais se mexer. Tudo representado num plano bidimensional.
Destacam-se também os trabalhos do artista que exploram o espaço. Escher brincava com o fato de ter que representar o espaço, que é tridimensional, num plano bidimensional, como a folha de papel. Com isto ele criava figuras impossíveis, representações distorcidas, paradoxos.
Centro Afro recebe o nome de Mestre Jorge
Em homenagem ao escultor araraquarense Mestre Jorge, morto em novembro passado, aos 78 anos, o Centro de Referência Afro passa a ser oficialmente denominado Centro de Referência Afro Jorge Brandão Coutinho "Mestre Jorge".
A solenidade de nomeação oficial será nesta segunda-feira, às 20 horas, no próprio Centro, localizado na Avenida Duque de Caxias, nº 660, no Centro da cidade.
A cerimônia é aberta ao público e contará com um discurso de Josmar Coutinho, um dos filhos do artista. Ao lado da placa de homenagem serão expostas fotos de Mestre Jorge, assim como algumas de suas peças. Esses itens ficarão no local por apenas uma semana.
De acordo com Alessandra Laurindo, coordenadora do Centro Afro, a escolha do artista para batizar o local não tem caráter de homenagem póstuma e foi apenas uma coincidência.
"Estávamos, em novembro, no meio do processo de escolha do nome do Centro quando, infelizmente, Mestre Jorge faleceu. A sugestão de seu nome recebeu aprovação unânime. Sua contribuição para a cidade, assim como a valorização da figura do negro é digna dessa homenagem", explica Alessandra.
A coordenadora explica que, mesmo com o batismo do Centro com o nome de Mestre Jorge, nenhuma das esculturas do artista se ‘mudará’ para o local. "A família pretende montar um memorial na casa onde Mestre Jorge vivia", revela Alessandra.
Nascido em 1932, Jorge Brandão Coutinho era um expoente da cultura em Araraquara. Enquanto era funcionário da Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL) e no Departamento de Estradas de Rodagem (DER), Jorge, paralelamente, dedicava-se às atividades culturais.
Em 1990, quando se aposentou, passou a destinar todo o seu tempo à escultura. Autodidata, ele produziu mais de 400 obras, num trabalho artístico marcado pela observação e reprodução de cenas do cotidiano, personagens da cultura popular e referências sacras.
Em seu acervo, guardado na casa simples em que morava, no bairro São José, há esculturas de festas juninas, rodas de capoeira, pretos velhos, coretos, bombeiros, bailes populares, lavadeiras, crianças brincando na rua, indígenas e trabalhadores do Movimento Sem Terra (MST), entre tantos outros temas.
PRA SEMPRE MESTRE JORGE!
fonte: araraquara.com
A solenidade de nomeação oficial será nesta segunda-feira, às 20 horas, no próprio Centro, localizado na Avenida Duque de Caxias, nº 660, no Centro da cidade.
A cerimônia é aberta ao público e contará com um discurso de Josmar Coutinho, um dos filhos do artista. Ao lado da placa de homenagem serão expostas fotos de Mestre Jorge, assim como algumas de suas peças. Esses itens ficarão no local por apenas uma semana.
De acordo com Alessandra Laurindo, coordenadora do Centro Afro, a escolha do artista para batizar o local não tem caráter de homenagem póstuma e foi apenas uma coincidência.
"Estávamos, em novembro, no meio do processo de escolha do nome do Centro quando, infelizmente, Mestre Jorge faleceu. A sugestão de seu nome recebeu aprovação unânime. Sua contribuição para a cidade, assim como a valorização da figura do negro é digna dessa homenagem", explica Alessandra.
A coordenadora explica que, mesmo com o batismo do Centro com o nome de Mestre Jorge, nenhuma das esculturas do artista se ‘mudará’ para o local. "A família pretende montar um memorial na casa onde Mestre Jorge vivia", revela Alessandra.
Nascido em 1932, Jorge Brandão Coutinho era um expoente da cultura em Araraquara. Enquanto era funcionário da Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL) e no Departamento de Estradas de Rodagem (DER), Jorge, paralelamente, dedicava-se às atividades culturais.
Em 1990, quando se aposentou, passou a destinar todo o seu tempo à escultura. Autodidata, ele produziu mais de 400 obras, num trabalho artístico marcado pela observação e reprodução de cenas do cotidiano, personagens da cultura popular e referências sacras.
Em seu acervo, guardado na casa simples em que morava, no bairro São José, há esculturas de festas juninas, rodas de capoeira, pretos velhos, coretos, bombeiros, bailes populares, lavadeiras, crianças brincando na rua, indígenas e trabalhadores do Movimento Sem Terra (MST), entre tantos outros temas.
PRA SEMPRE MESTRE JORGE!
fonte: araraquara.com
terça-feira, 22 de março de 2011
DICA DE LEITURA...
A Miséria da Filosofia - Karl Marx
Em resposta às ideias de Proudhon expressas na obra Filosofia da Miséria, Karl Marx escreve A Miséria da Filosofia, publicada em 1847. Embora concordasse com a ideia de Proudhon de que a política econômica aplicada na época levava o trabalhador a uma situação de miséria, Marx discordava dos princípios econômicos do francês, particularmente nas relações diretas entre trabalho e salário e em outras colocações de política econômica.
quinta-feira, 17 de março de 2011
A PIPA E A POESIA por Crônica Mendes (A Família)
Faço poesia tal como quem solta pipa
Ponho no ar e deixou por conta
Uns vem a favor outros contra
Mas o que importa é o vento.
Uma linha segura, mas permite a viagem
La do alto tudo é tão simples
Cá de baixo tudo é tão complicado.
Tem dias em que nada sai para o caderno
Nada flui.
Tem dias que o vento não vem, não leva pro horizonte.
Esconde.
Capucheta no fio, Peixinho no céu
Rabiola colorida, é de 20 o carretel.
De vez em quando a gente se vai
Vagando no alto, sem queda livre
Enquanto pernas correm atrás,
Bocas recitam em variados timbres.
A Pipa e a Poesia
Curiosidade e a ousadia.
http://cronicamendes.blogspot.com/
Ponho no ar e deixou por conta
Uns vem a favor outros contra
Mas o que importa é o vento.
Uma linha segura, mas permite a viagem
La do alto tudo é tão simples
Cá de baixo tudo é tão complicado.
Tem dias em que nada sai para o caderno
Nada flui.
Tem dias que o vento não vem, não leva pro horizonte.
Esconde.
Capucheta no fio, Peixinho no céu
Rabiola colorida, é de 20 o carretel.
De vez em quando a gente se vai
Vagando no alto, sem queda livre
Enquanto pernas correm atrás,
Bocas recitam em variados timbres.
A Pipa e a Poesia
Curiosidade e a ousadia.
http://cronicamendes.blogspot.com/
terça-feira, 15 de março de 2011
AO MEU PAI (Mauro Moysés em memória) por Maurício (Mentes Urbanas DCI)
Quantas lembranças que eu sinto nesse tempo
O seu sorriso marca a história de um momento
Em que eu pegava em sua mão
Ou sentado na sarjeta aprendendo mais uma lição
A gente cresce, evolui e tenta compreender
Por qual motivo da razão de te perder
Pai...
Quanta emoção em estar ao seu lado
Na formatura, nas ruas ou quando me levou pra ver o jogo no estádio lotado
Perguntava ainda garotinho por que o senhor era tão conhecido na cidade
E me dizia: A CHAVE MEU FILHO É RESPEITO E HUMILDADE!
Palavras que ainda ecoa na minha mente
Incentivo que levo hoje pra seguir em frente
Mil desculpas se algo errado fiz
Eu sei que foi tarde, pois ao seu lado eu era mais feliz
Agora tenho a minha família
E quero protege-la, como o senhor constituiu há nossa um dia
Fonte de inspiração...
O olho lacrimeja ao mesmo instante acelera o coração
Onde o senhor estiver, sei que estas em paz
A luz que me ilumina agora brilha mais.
MAURO MOYSÉS
21/04/1959
06/03/2011
MAURO MOYSÉS
21/04/1959
06/03/2011
domingo, 20 de fevereiro de 2011
MARMITA METROPOLITANA por Marcos Leal
Um louco dista poucos passos do outro
Atado a um canto
Cujo pranto tanto fere como faz sorrir, no entanto
Na plaqueta “Proibido cães e pretos”
O passado é ontem
Anteontem já faz muito tempo
Olho o céu e penso em quanto tanto e pasmo!
É do meu tamanho e fundo
Não é mais que um ponto
O poeta gago e torto
Que cuspiu um verso magro e tonto
Ce cagou aí?
Não, é só o cheiro que sobe do viaduto
Enquanto os pretos são paridos pelos cus do mundo
Ao cair da noite
Acendo um fino e vou pelos becos
Pelas gentes de olhar turvo
Pela tristeza cinza dos prédios e dos velhos
Passo pelos meninos mijando na calçada
e seus espectros, seus ossinhos, sua fome
e meu passo apenas passa pelo sono, pelo insano
Em silencio
Sorrio um sorriso proletário
Com a ponta entre os dedos
Queimo o desespero num trago
entre a fumaça e o sossego
Que me importa o beco agora?
Que me importa o trecho?
Eu só vejo o béc...
SOCIEDADE ALIENADA PART. 2 por Maurício (Mentes Urbanas DCI)
Submetidos a um mundo padronizado
A sociedade alienada seres humanos clonados
Coloridos, artificiais, químicos, enlatados
Patrocinados por ditadores neoliberais
Dominam o estado, tornando todos serviçais
Escravos do consumo materialista
Controlados pelo arsenal televisivo ilusionista
Fixado neutro sem opinião determinada!
Iludidos pelo programa falso-moralista
Caracterizando a humanidade
Que não reage apenas aceita por finalidade
De se acomodar com a situação
Pagos com miséria do capital em circulação
Servindo aos patrões exploradores
Promovendo a destruição dos trabalhadores
O sistema ataca somente com fantasias
Manipula crianças a viver em mundos de alegorias
As pessoas são criadas em série
Jogadas no mercado um fato que precede.
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