Porque nem sempre temos o que queremos
Nem sempre o que queremos é o que temos
Nem sempre amigos, são de fato amigos.
A resposta nem sempre temos,
Mas mesmo assim questionamos?
O que faz pessoas se esquecerem do papel
Mãos que não se apertam,
Braços que não se abraçam, quando pouco se entrelaçam.
Esses são tão falsos
Às vezes o que editam, ensaiam e encenam,
Pra que no final de um grande ato obtenhamos a resposta
Ensaiada e descarada, destorcida e complicada
Afinal ninguém entende, confundem, confundiram nossa mente.
Com palavras adocicadas, uma massa inconformada,
Quase sempre abobalhada
Mas uma vez ludibriada.
É sempre assim que nos sentimos,
Quando noticiário assistimos:
Eles sempre bem vestidos, como manda o figurino
Prontos , para entrar, uma massa enganar
E o seu ato finalizar
Em que mundo estamos
Manipulados, feito bonecos de pano,
Temos a mente estraçalhadas
Pelo sistema que lá está pra supostamente ajudar,
Mas só faz atrapalhar.
O ser humano, machucado,
Com o corpo esmagado
Como escravo acovardado, ali permanece sentado
Já não sente os estalos, que lançados pelo chicote,
E mãos do Estado.
Sua cabeça já não levanta
Engole seco o nó na garganta
Então olha para os seus
Que mesmo ao lado, os vê tão ausente
Por segundos lhe vem lampejos
Se a maioria se unisse, arrasaria,
"A suposta democracia"
De repente escuta um barulho
Abre os olhos se vê no escuro
Questiona-se que barulho seria aquele,
Olha ao lado vê um relógio
Que mais uma vez o desperta
"Para o pesadelo da realidade imposta"
Sai de casa fecha a porta,
Se junta a massa,
Que só espera para ser manipulada.
sexta-feira, 24 de dezembro de 2010
quarta-feira, 27 de outubro de 2010
PROJETO ARTE LIVRE + FUTEBOL DE RUA
Mais uma vez, contamos com a presença marcante da molecada da rua Antenor de Araujo para as atividades em comemoração ao mês da criançada. Oficinas, futebol, videos e muitas guloseimas animaram o nosso domingão sem Fausto no Complexo DCI. No último domingo 24/10/2010 realizamos pela manhã o projeto Arte LIVRE com contação de história e oficina de origame (criação da tartaruga VIRAMUNDO). No período da tarde o tradicional campeonato de futebol de rua. Muito futebol verdadeiro, com raça, sob um sol quente (de fritar ovo na calçada). Mesmo assim a rapaziada compareceu e vibrou com os gols e premiações! Anoite só comilança rsrsrsrsr.




sexta-feira, 22 de outubro de 2010
Os mesmos (texto inédito) por Ferréz 1 da Sul
Os mesmos
Chegaram, em cartazes, folhetos, banners, TV, rádio, boca-a-boca.
A eleição da canalhocracia tem seu início, meio e fim.
Temos que escolher, optar, garimpar, pesquisar, enquanto a mídia fica a todo tempo tocando a mesma música, editada pelo sistema democrático.
Temos que votar.
Você escolhe seu futuro.
É sua chance de mudar as coisas.
Entre frases fáceis, sorrisos falsos, maquiagens fortes, discursos vazios e apoios hipócritas, o povo que está tão longe tem que escolher.
A culpa pega forte, votar em nulo, é desperdício? Vai para outro candidato?
A resposta é não, voto nulo é nulo, não pode ir para ninguém, não é computado em nenhum candidato, é uma escolha.
Escolher, temos que escolher entre velhos decréptos a beira da morte, ou promessas de mudanças de rostos iguais, de filhos, netos, sobrinhos, irmãos, que no fim são os mesmos com suas promessas sempre cheirando a mofo.
Os artistas em massa se candidataram esse ano, vendem sua carreira as vezes conquistada com tanta luta, talvez por motivos financeiros, ou simplesmente pela vaidade, vai saber no fim o que motiva a alguém estabilizado na vida artística a querer ser deputado, talvez vontade de mudar algo?
Você também sente ânsia ao ouvir o discurso empolado, difícil, não direto e abrangente, mas resumido.
- A família, justiça, Saúde!
O vômito é inevitável para quem sabe um mínimo do que acontece na vida real.
Postos de saúde sem ao menos um curativo.
Hospitais com senhas de atendimento que demoram 6 meses.
Falam, esbraveja, latem que vão fazer mudanças.
Sim, na vida deles haverá mudança, ao manipular um cargo tão vantajoso.
Dentro disso o menos mal é o palhaço que faz seu papel, que desde a origem do mundo é isso, ridicularizar.
Só que agora a piada não tem tanta graça.
Greve de professores, aposentadoria sendo ameaçada, transporte público em colapso, juventude afundando nas drogas, debate racial, cotas, crise na universidade pública, favelas sendo queimadas, polícia exterminando.
O riso não sai, os olhos enchem de água, você digita o voto, não agüentou tanta propaganda para fazer isso.
Seu direito.
Seu dever.
Agora não precisa sequer tirar o título eleitoral.
Não tem direito a não ir, não tem o dever de saber a verdade e é sua responsabilidade se o palhaço errar.
Vou votar com nariz de palhaço pois é o que sou se der meu voto para algum deles.
Tentamos enxergar alguém transparente nessa festa suja de slogans fáceis como o diálogo de novela.
É eleição, digite Kaos, fome e ignorância, escolha o palhaço, mas veja sua face triste, morfética, suja, veja sem a maquiagem, ele está no camarim contando o lucro da risada.
Mas os nossos motivos ainda são os mesmos, tentar alertar, não deixar tantos cair no buraco da facilidade do sorriso vazio, da promessa falsa.
Porcolíticos, ratocessores, troxeleitores.
O homem que não é de todo de natureza má, deixa os veículos de comunicação por ele julgar.
Esquece o ônibus lotado, o posto de saúde inútil, a falta de policia realmente comunitária, as filas imensas quando é para receber e o pronto atendimento quando é para pagar.
Olhando, não vejo nada, caminho sem estrada, mágoa, alienação, discursos sem alma, ternos sem pó, sapatos com solados sempre limpos.
Tudo é espetáculo, você corre não para você, mas para todo mundo.
Onde está o amor do pai que usa a foto do filho assassinado na campanha? Onde está o amor do artistas que expõe os filhos adotados para ganhar votos? Onde está o carinho do artista que pede seu voto para o marido, que nunca sequer discutiu política na vida?
Da minha parte, fica uma certeza, não vou contribuir com vagabundo nenhum.
Meu voto é nulo. Conscientemente nulo.
http://www.ferrez.blogspot.com/
Chegaram, em cartazes, folhetos, banners, TV, rádio, boca-a-boca.
A eleição da canalhocracia tem seu início, meio e fim.
Temos que escolher, optar, garimpar, pesquisar, enquanto a mídia fica a todo tempo tocando a mesma música, editada pelo sistema democrático.
Temos que votar.
Você escolhe seu futuro.
É sua chance de mudar as coisas.
Entre frases fáceis, sorrisos falsos, maquiagens fortes, discursos vazios e apoios hipócritas, o povo que está tão longe tem que escolher.
A culpa pega forte, votar em nulo, é desperdício? Vai para outro candidato?
A resposta é não, voto nulo é nulo, não pode ir para ninguém, não é computado em nenhum candidato, é uma escolha.
Escolher, temos que escolher entre velhos decréptos a beira da morte, ou promessas de mudanças de rostos iguais, de filhos, netos, sobrinhos, irmãos, que no fim são os mesmos com suas promessas sempre cheirando a mofo.
Os artistas em massa se candidataram esse ano, vendem sua carreira as vezes conquistada com tanta luta, talvez por motivos financeiros, ou simplesmente pela vaidade, vai saber no fim o que motiva a alguém estabilizado na vida artística a querer ser deputado, talvez vontade de mudar algo?
Você também sente ânsia ao ouvir o discurso empolado, difícil, não direto e abrangente, mas resumido.
- A família, justiça, Saúde!
O vômito é inevitável para quem sabe um mínimo do que acontece na vida real.
Postos de saúde sem ao menos um curativo.
Hospitais com senhas de atendimento que demoram 6 meses.
Falam, esbraveja, latem que vão fazer mudanças.
Sim, na vida deles haverá mudança, ao manipular um cargo tão vantajoso.
Dentro disso o menos mal é o palhaço que faz seu papel, que desde a origem do mundo é isso, ridicularizar.
Só que agora a piada não tem tanta graça.
Greve de professores, aposentadoria sendo ameaçada, transporte público em colapso, juventude afundando nas drogas, debate racial, cotas, crise na universidade pública, favelas sendo queimadas, polícia exterminando.
O riso não sai, os olhos enchem de água, você digita o voto, não agüentou tanta propaganda para fazer isso.
Seu direito.
Seu dever.
Agora não precisa sequer tirar o título eleitoral.
Não tem direito a não ir, não tem o dever de saber a verdade e é sua responsabilidade se o palhaço errar.
Vou votar com nariz de palhaço pois é o que sou se der meu voto para algum deles.
Tentamos enxergar alguém transparente nessa festa suja de slogans fáceis como o diálogo de novela.
É eleição, digite Kaos, fome e ignorância, escolha o palhaço, mas veja sua face triste, morfética, suja, veja sem a maquiagem, ele está no camarim contando o lucro da risada.
Mas os nossos motivos ainda são os mesmos, tentar alertar, não deixar tantos cair no buraco da facilidade do sorriso vazio, da promessa falsa.
Porcolíticos, ratocessores, troxeleitores.
O homem que não é de todo de natureza má, deixa os veículos de comunicação por ele julgar.
Esquece o ônibus lotado, o posto de saúde inútil, a falta de policia realmente comunitária, as filas imensas quando é para receber e o pronto atendimento quando é para pagar.
Olhando, não vejo nada, caminho sem estrada, mágoa, alienação, discursos sem alma, ternos sem pó, sapatos com solados sempre limpos.
Tudo é espetáculo, você corre não para você, mas para todo mundo.
Onde está o amor do pai que usa a foto do filho assassinado na campanha? Onde está o amor do artistas que expõe os filhos adotados para ganhar votos? Onde está o carinho do artista que pede seu voto para o marido, que nunca sequer discutiu política na vida?
Da minha parte, fica uma certeza, não vou contribuir com vagabundo nenhum.
Meu voto é nulo. Conscientemente nulo.
http://www.ferrez.blogspot.com/
terça-feira, 19 de outubro de 2010
quarta-feira, 13 de outubro de 2010
Nem todos serão MCs... por Gilponês
Data: 29/04/2010
http://www.bocadaforte.com.br/
Quando o hip-hop "fisga" um novo adepto, geralmente o processo costuma ser o mesmo: a pessoa (muitas vezes, ainda criança ou adolescente) se impressiona com a manifestação artística que vê ou ouve e deseja fazer o mesmo. Fica fascinada com os traços mágicos de um bom graffiti, os movimentos acrobáticos de algum b.boy ágil, os riscos hábeis de um DJ ou as rimas certeiras e inteligentes de um MC. Tal encanto costuma ser arrebatador!
Daí a querer fazer parte da cultura hip-hop, tudo ocorre de forma rápida. "Entrei pelo seu rádio, tomei, cê nem viu", diria Mano Brown, no caso do rap. E o novo "convertido" pelo hip-hop passa a querer seguir os passos do DJ, MC, b.boy ou grafiteiro que o inspirou. Compra roupas, imita os trejeitos, aprende (ou aperfeiçoa) o "dialeto das ruas", enturma-se com outros adeptos e... continua faltando alguma coisa.
Os que "vencem" no hip-hop não possuem só o dom ou talento, qualidades que, em muitos casos - na minha opinião -, nascem com a pessoa. Acredito que existem os predestinados no hip-hop, pessoas que vieram ao mundo para cantar, tocar, dançar ou grafitar, e que não seriam capazes de fazer nenhuma outra coisa tão bem quanto tais expressões artísticas. Alguns raros privilegiados, mais iluminados, nascem com mais de um destes "dons" altamente desenvolvidos.
Mas não é só de talento que brota o hip-hop. Para quaisquer das quatro manifestações mencionadas, é muito importante que o conhecimento (o "quinto elemento") esteja presente. Para tanto, é preciso estudar, adquirir e aperfeiçoar habilidades, buscar segundas e terceiras formas de enxergar e viver a arte, trocar experiências, compartilhar conhecimentos... Esse é o combustível que alimenta o hip-hop e o faz desenvolver-se e evoluir.
Porém, é preciso reconhecer que nem todos no hip-hop serão MCs, DJs, b.boys ou grafiteiros. Nem todos os adeptos terão qualidade para passar pela peneira, cada vez mais rigorosa, de tais manifestações artísticas. E, mesmo numa suposição utópica de que todos tenham talento à altura, nunca haverá espaço suficiente para todos os milhões de jovens brasileiros que sonham em viver do hip-hop, seja cantando ou tocando rap, dançando breaking ou fazendo graffiti.
Com a consolidação da cultura hip-hop, o profissionalismo se faz cada vez mais necessário, em todos os sentidos. E esta nova realidade exige que, além dos agentes artísticos, a cultura de rua também tenha seus próprios profissionais em outras áreas. Infelizmente, poucas pessoas perceberam isso.
O hip-hop brasileiro precisa, também, formar seus próprios engenheiros de som, designers, coreógrafos, cenógrafos, maestros, figurinistas, estilistas e produtores culturais. Precisa de jornalistas, escritores, cineastas, fotógrafos, relações públicas, profissionais de marketing e assessores de imprensa. Acima de tudo, o hip-hop precisa de advogados, administradores de empresas, economistas, professores, pesquisadores, historiadores e até parlamentares, entre inúmeras outras funções.
Para combater o tal "sistema" não é preciso ignorá-lo, mas sim usá-lo a favor dos princípios em que se acredita, ou seja, tomá-lo de assalto - no melhor sentido da palavra, segundo o conceito da verdadeira malandragem (estudar e trabalhar). E, com mais de duas décadas de existência no Brasil, o hip-hop não pode mais se portar como criança ingênua e birrenta, que recusa a mamadeira mas não quer aprender a usar talheres. A maturidade exige profissionalismo e isso se faz com seriedade, qualificação, conhecimento de causa e jogo de cintura. Enquanto agir de forma amadora, o hip-hop nunca será levado a sério como sempre desejou.
Alguns agentes do hip-hop já perceberam que nem todos serão MCs, DJs, b.boys ou grafiteiros. Estão atentos à importância de trabalhar o verdadeiro sentido da palavra profissionalismo, sem que, para isso, tenham de vender suas almas, prostituir seus ideais ou jogar no time oposto - como fazem uns poucos pseudo-profissionais do jogo. Outros ainda se alimentam da ilusão de que o mundo só precisa de quatro - e não cinco - elementos para buscar melhorias.
No rap, no breaking ou no graffiti, o conhecimento é o elemento mais importante para que a cultura de rua alcance sua ascensão e o tão desejado reconhecimento/respeito. Nessa ´guerra fria´ do século XXI, "o estudo é o escudo", como bem versou o poeta GOG. Além disso, também é bom frisar que nem todos serão generais. Palavras de mais um soldado...
PAZ a todos/as!!!
http://www.bocadaforte.com.br/
Quando o hip-hop "fisga" um novo adepto, geralmente o processo costuma ser o mesmo: a pessoa (muitas vezes, ainda criança ou adolescente) se impressiona com a manifestação artística que vê ou ouve e deseja fazer o mesmo. Fica fascinada com os traços mágicos de um bom graffiti, os movimentos acrobáticos de algum b.boy ágil, os riscos hábeis de um DJ ou as rimas certeiras e inteligentes de um MC. Tal encanto costuma ser arrebatador!
Daí a querer fazer parte da cultura hip-hop, tudo ocorre de forma rápida. "Entrei pelo seu rádio, tomei, cê nem viu", diria Mano Brown, no caso do rap. E o novo "convertido" pelo hip-hop passa a querer seguir os passos do DJ, MC, b.boy ou grafiteiro que o inspirou. Compra roupas, imita os trejeitos, aprende (ou aperfeiçoa) o "dialeto das ruas", enturma-se com outros adeptos e... continua faltando alguma coisa.
Os que "vencem" no hip-hop não possuem só o dom ou talento, qualidades que, em muitos casos - na minha opinião -, nascem com a pessoa. Acredito que existem os predestinados no hip-hop, pessoas que vieram ao mundo para cantar, tocar, dançar ou grafitar, e que não seriam capazes de fazer nenhuma outra coisa tão bem quanto tais expressões artísticas. Alguns raros privilegiados, mais iluminados, nascem com mais de um destes "dons" altamente desenvolvidos.
Mas não é só de talento que brota o hip-hop. Para quaisquer das quatro manifestações mencionadas, é muito importante que o conhecimento (o "quinto elemento") esteja presente. Para tanto, é preciso estudar, adquirir e aperfeiçoar habilidades, buscar segundas e terceiras formas de enxergar e viver a arte, trocar experiências, compartilhar conhecimentos... Esse é o combustível que alimenta o hip-hop e o faz desenvolver-se e evoluir.
Porém, é preciso reconhecer que nem todos no hip-hop serão MCs, DJs, b.boys ou grafiteiros. Nem todos os adeptos terão qualidade para passar pela peneira, cada vez mais rigorosa, de tais manifestações artísticas. E, mesmo numa suposição utópica de que todos tenham talento à altura, nunca haverá espaço suficiente para todos os milhões de jovens brasileiros que sonham em viver do hip-hop, seja cantando ou tocando rap, dançando breaking ou fazendo graffiti.
Com a consolidação da cultura hip-hop, o profissionalismo se faz cada vez mais necessário, em todos os sentidos. E esta nova realidade exige que, além dos agentes artísticos, a cultura de rua também tenha seus próprios profissionais em outras áreas. Infelizmente, poucas pessoas perceberam isso.
O hip-hop brasileiro precisa, também, formar seus próprios engenheiros de som, designers, coreógrafos, cenógrafos, maestros, figurinistas, estilistas e produtores culturais. Precisa de jornalistas, escritores, cineastas, fotógrafos, relações públicas, profissionais de marketing e assessores de imprensa. Acima de tudo, o hip-hop precisa de advogados, administradores de empresas, economistas, professores, pesquisadores, historiadores e até parlamentares, entre inúmeras outras funções.
Para combater o tal "sistema" não é preciso ignorá-lo, mas sim usá-lo a favor dos princípios em que se acredita, ou seja, tomá-lo de assalto - no melhor sentido da palavra, segundo o conceito da verdadeira malandragem (estudar e trabalhar). E, com mais de duas décadas de existência no Brasil, o hip-hop não pode mais se portar como criança ingênua e birrenta, que recusa a mamadeira mas não quer aprender a usar talheres. A maturidade exige profissionalismo e isso se faz com seriedade, qualificação, conhecimento de causa e jogo de cintura. Enquanto agir de forma amadora, o hip-hop nunca será levado a sério como sempre desejou.
Alguns agentes do hip-hop já perceberam que nem todos serão MCs, DJs, b.boys ou grafiteiros. Estão atentos à importância de trabalhar o verdadeiro sentido da palavra profissionalismo, sem que, para isso, tenham de vender suas almas, prostituir seus ideais ou jogar no time oposto - como fazem uns poucos pseudo-profissionais do jogo. Outros ainda se alimentam da ilusão de que o mundo só precisa de quatro - e não cinco - elementos para buscar melhorias.
No rap, no breaking ou no graffiti, o conhecimento é o elemento mais importante para que a cultura de rua alcance sua ascensão e o tão desejado reconhecimento/respeito. Nessa ´guerra fria´ do século XXI, "o estudo é o escudo", como bem versou o poeta GOG. Além disso, também é bom frisar que nem todos serão generais. Palavras de mais um soldado...
PAZ a todos/as!!!
ELEIÇÕES 2010 - O circo chegou...
O circo eleitoral chega até nós e com ele algumas atrações no qual o público já esperava (outras nem tanto).
com mais de 1.000.000 (um milhão) de votos TIRIRICA - O Palhaço
como governador do estado de São Paulo, GERALDO ALCKMIN - O Homen Bomba
e querando "animar a festa"
para presidência na disputa do 2º turno eleitoral, JOSÉ SERRA - O Diabo
DIA 31 DE OUTUBRO O CIRCO ESTARÁ ARMADO, NÃO PERCAM...
quarta-feira, 8 de setembro de 2010
DISTANTE, PORÉM SEMPRE PRESENTE: O CIRCO ELEITORAL por Maurício (Mentes Urbanas DCI)
O cenário político brasileiro sempre foi um grande circo, obtendo como público a população pagante de impostos, que espera uma melhor justificativa de cada candidato para melhor representar-nos impondo as suas propostas. No período colonial conduzido pelos portugueses, os escândalos de corrupção efetuavam verdadeiros atos de “ilusionismo”, hoje no centro das atenções temos os deputados, senadores, governadores, presidente impulsionados sempre pela elite, manipulando os cidadãos a admitirem o espetáculo circense eleitoral em cada roda de boteco ou em um instante de uma novela, aprisionando o povo.
Estourem as pipocas, peguem o amendoim, pois o espetáculo irá começar!
“Pra te falar a verdade, não conheço nada. Mas tando lá vou passar a conhecer”. Declaração de Francisco Everaldo Oliveira Silva, o Tiririca, candidato a deputado federal ao Estado de São Paulo pelo PR. Em entrevista ao jornal Folha de São Paulo, publicada em 25/08/2010.
Ironicamente é o que devemos encarar? A legislação brasileira aceita que um candidato a deputado (que nem se quer conhece as suas funções) candidata-se para um cargo que representa o seu estado, devia-se criar uma lei, realizando uma prova de conhecimentos gerais sobre política eleitoral. Assim, aprovando ou não os candidatos. Muitos obtêm o cargo pela fama popular em abuso da palavra, como os também candidatos a deputado, o cantor e apresentador Netinho de Paula, o ex-pugilista Maguila, o ex-jogador de futebol Vampeta, a dançarina de Miami Bass ou Funky Carioca Mulher Pêra (que alega somente saber ler e escrever, não apresentando nenhum histórico político-social).
Mas o show espetacular fica por conta dos que já freqüentaram o poder público, tais como:
O ex-governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda. Indiciado pelo esquema de pagamento de propina, lavagem de dinheiro, formação de quadrilha, entre outros crimes.
O também ex-governador e atual candidato a deputado federal pelo estado do Rio de Janeiro Anthony Garotinho, que foi condenado a dois anos de prisão por formação de quadrilha. Mas pode recorrer à liberdade.
E Paulo Maluf (esse é piada por si só), acusado de utilizar dinheiro público para bens pessoais e é investigado pela INTERPOL (agência da polícia estadunidense) por crimes financeiros fora do Brasil, é candidato a deputado federal pelo Estado de São Paulo.
Mas a população economicamente ativa (formada por jovens) adquire o seu precioso tempo, repondo as energias para uma nova jornada de trabalho. No entanto o tempo de mobilização social para lutar pelos direitos constitucionais torna-se restrito. A maior incentivadora de dispersão cultural são as grandes agências de “telecomunicalienações”. De prontidão o poder que as imagens da televisão exibem, reflete nas atitudes do cotidiano. No dia 3 de outubro de 2010 uma data marcante e decisiva para o nosso país em seus próximos quatro anos, estrategicamente os meios de comunicações manipulam o povo, favorecendo quem a pague mai$ para esconder o atual momento político. É nesse período que o campeonato brasileiro de futebol torna-se mais empolgante, criam-se novos reality shows e sucessos da moda musical não saem de cabeça e da “boca do povo”.
O importante é captar o maior vínculo de informação gerando assim um conhecimento sobre o que nos cerca. Mesmo que o tempo aparente ser limitado, o maior valor do cidadão está na compreensão de seus atos.
Estourem as pipocas, peguem o amendoim, pois o espetáculo irá começar!
“Pra te falar a verdade, não conheço nada. Mas tando lá vou passar a conhecer”. Declaração de Francisco Everaldo Oliveira Silva, o Tiririca, candidato a deputado federal ao Estado de São Paulo pelo PR. Em entrevista ao jornal Folha de São Paulo, publicada em 25/08/2010.
Ironicamente é o que devemos encarar? A legislação brasileira aceita que um candidato a deputado (que nem se quer conhece as suas funções) candidata-se para um cargo que representa o seu estado, devia-se criar uma lei, realizando uma prova de conhecimentos gerais sobre política eleitoral. Assim, aprovando ou não os candidatos. Muitos obtêm o cargo pela fama popular em abuso da palavra, como os também candidatos a deputado, o cantor e apresentador Netinho de Paula, o ex-pugilista Maguila, o ex-jogador de futebol Vampeta, a dançarina de Miami Bass ou Funky Carioca Mulher Pêra (que alega somente saber ler e escrever, não apresentando nenhum histórico político-social).
Mas o show espetacular fica por conta dos que já freqüentaram o poder público, tais como:
O ex-governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda. Indiciado pelo esquema de pagamento de propina, lavagem de dinheiro, formação de quadrilha, entre outros crimes.
O também ex-governador e atual candidato a deputado federal pelo estado do Rio de Janeiro Anthony Garotinho, que foi condenado a dois anos de prisão por formação de quadrilha. Mas pode recorrer à liberdade.
E Paulo Maluf (esse é piada por si só), acusado de utilizar dinheiro público para bens pessoais e é investigado pela INTERPOL (agência da polícia estadunidense) por crimes financeiros fora do Brasil, é candidato a deputado federal pelo Estado de São Paulo.
Mas a população economicamente ativa (formada por jovens) adquire o seu precioso tempo, repondo as energias para uma nova jornada de trabalho. No entanto o tempo de mobilização social para lutar pelos direitos constitucionais torna-se restrito. A maior incentivadora de dispersão cultural são as grandes agências de “telecomunicalienações”. De prontidão o poder que as imagens da televisão exibem, reflete nas atitudes do cotidiano. No dia 3 de outubro de 2010 uma data marcante e decisiva para o nosso país em seus próximos quatro anos, estrategicamente os meios de comunicações manipulam o povo, favorecendo quem a pague mai$ para esconder o atual momento político. É nesse período que o campeonato brasileiro de futebol torna-se mais empolgante, criam-se novos reality shows e sucessos da moda musical não saem de cabeça e da “boca do povo”.
O importante é captar o maior vínculo de informação gerando assim um conhecimento sobre o que nos cerca. Mesmo que o tempo aparente ser limitado, o maior valor do cidadão está na compreensão de seus atos.
BARQUINHOS DE PAPEL por André (Mentes Urbanas DCI)
Tremulam bandeiras, carros de som, siglas e mais siglas, números aos montes, só não maiores do que as promessas dos candidatos.Estou cansado dessa patifaria cotidiana, ouve-se diariamente nos jornais:
"Candidato do partido tal andou de metrô, fulano andou pelas ruas periféricas, sicrano visitou hospital, dá nojo só de ouvir.Somente em ano eleitoral fazem essa farsa, e o pior é ver pessoas apertando essas mãos que tanto roubam, mas políticos deveriam visitar as penitenciárias, para lá ficarem um bom tempo, aprendendo a valorizar a palavra, falou tem que cumprir, grande ilusão essa minha, se fossem parar atrás das grades todos políticos corruptos, superlotariam ainda mais as já populosas "penitas".
Esses ditos representantes do povo, roubam aos milhares, hipócritas vagabundos, seus sorrisos não me iludem, com exceção de alguns pouquissímos honestos que realmente estão lá por ideais, o resto são ladrões do alto escalão.
Roubam por anos a fio, sabendo da impunidade que impera na república de bananas; os partidos de "esquerda", partidos do "povo", ficam nessa eterna discordância entre si, somando cada um, não mais que 1%, 2%, 5%, sem chances reais de elegerem representantes, e mesmo que conseguissem seria um ou outro isolado.
Nunca fiz, não faço, e nem pretendo fazer parte de algum partido político , apenas expresso minha opinião de cidadão cansado de palhaçadas.
O povo assiste tudo calado, aceitando tudo de cabeça baixa, num país de dimensões continentais, com tanta riqueza,não podemos aceitar tanta desigualdade...crianças morrendo diariamente por fome, milhares de indigentes, milhares de favelas sem o mínimo de condições de viver dignamente,milhares de analfabetos, escolas precárias, hospitais em situações desoladoras, mas eles não dependem de nada disso, quanto maior o nível de desinformação de um povo, mais fácil de controlá-lo, mas podemos esperar o que de um país que transforma em herói jogadores de futebol, participantes do big brother viram celebridades, sendo seguido por uma multidão onde colocarem seus pés... já disseram que "...o barato é louco, e o processo é lento...", só posso estar louco mesmo, ou enxergando demais...queria ter o poder despertar nesse país, o sentimento de patriotismo, a união, que cai sobre nós em época de copa do mundo, imaginem os milhares $$$$$ que serão gastos na copa de 2014.
Até lá espero estar no mundo da lua, bel longe daqui...
Enquanto isso continuo navegando com meu barquinho de papel, nesse mar de ilusões...
"Candidato do partido tal andou de metrô, fulano andou pelas ruas periféricas, sicrano visitou hospital, dá nojo só de ouvir.Somente em ano eleitoral fazem essa farsa, e o pior é ver pessoas apertando essas mãos que tanto roubam, mas políticos deveriam visitar as penitenciárias, para lá ficarem um bom tempo, aprendendo a valorizar a palavra, falou tem que cumprir, grande ilusão essa minha, se fossem parar atrás das grades todos políticos corruptos, superlotariam ainda mais as já populosas "penitas".
Esses ditos representantes do povo, roubam aos milhares, hipócritas vagabundos, seus sorrisos não me iludem, com exceção de alguns pouquissímos honestos que realmente estão lá por ideais, o resto são ladrões do alto escalão.
Roubam por anos a fio, sabendo da impunidade que impera na república de bananas; os partidos de "esquerda", partidos do "povo", ficam nessa eterna discordância entre si, somando cada um, não mais que 1%, 2%, 5%, sem chances reais de elegerem representantes, e mesmo que conseguissem seria um ou outro isolado.
Nunca fiz, não faço, e nem pretendo fazer parte de algum partido político , apenas expresso minha opinião de cidadão cansado de palhaçadas.
O povo assiste tudo calado, aceitando tudo de cabeça baixa, num país de dimensões continentais, com tanta riqueza,não podemos aceitar tanta desigualdade...crianças morrendo diariamente por fome, milhares de indigentes, milhares de favelas sem o mínimo de condições de viver dignamente,milhares de analfabetos, escolas precárias, hospitais em situações desoladoras, mas eles não dependem de nada disso, quanto maior o nível de desinformação de um povo, mais fácil de controlá-lo, mas podemos esperar o que de um país que transforma em herói jogadores de futebol, participantes do big brother viram celebridades, sendo seguido por uma multidão onde colocarem seus pés... já disseram que "...o barato é louco, e o processo é lento...", só posso estar louco mesmo, ou enxergando demais...queria ter o poder despertar nesse país, o sentimento de patriotismo, a união, que cai sobre nós em época de copa do mundo, imaginem os milhares $$$$$ que serão gastos na copa de 2014.
Até lá espero estar no mundo da lua, bel longe daqui...
Enquanto isso continuo navegando com meu barquinho de papel, nesse mar de ilusões...
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