segunda-feira, 18 de maio de 2009
BONS TEMPOS DE MOLEQUE por Maurício (Mentes Urbanas DCI)
Aquele moleque era embaçado
O melhor atacante que eu vi jogar
Com as bolas nos pés e a jogada na cabeça
O gol! Não tinha como errar
Corria pra lá,
Corria pra cá,
Drible da vaca, chapéu canetinha;
Menino franzino, com o sopro do vento,
Gingava e distorcia
Se tivesse espaço
Era o pesadelo da defesa
Um chute certeiro
Ou no cruzamento, um gol de cabeça...
Bons tempos de moleque
A rapaziada no campinho
Um gol de madeira
Na sombra da árvore da horta do Senhor Assisso
Era dia de jogo
Os lances dos clássicos da TV
E tava lá ele querendo fazer
O relógio já marcava dezoito e cinqüenta
O sol iria dormir
O campinho um pouco escuro
No placar 9 X 9, nada a definir!
Acabava 10, pressão do adversário.
No bate rebate, bola na trave!
E sobra sozinho no pé do franzino
Olhar definido, já anoite o gol do dia,
Num chute calculado
Como prêmio...
Duas paçoquinha e guaraná Mimosa,
Admirado pela rapaziada
E os comentários na escola
Bons tempos de moleque!
PAGANDO PRA VER - conto por Rodrigo Ciríaco efeito-colateral.blogspot.com
SE LIGA NA CENA:
www.hiphopisumemo.blogspot.com
HIP-HOP ultrapassando as barreiras!
AMANHECER por Sérgio Vaz colecionadordepedras.blogspot.com
Deixe o sol
Secar as lágrimas das tuas dúvidas
Para que possa tragar
O lume das estrelas
Que ostenta na escuridão.
Sorria, Para delírio das sombras
Espalhadas pelo vento
Ao longo do caminho.
Só então entenderá
O porque do brilho.
.
FILMES
Lourenço (Selton Mello) é o dono de uma loja que compra objetos usados. Aos poucos ele desenvolve um jogo com seus clientes, trocando a frieza pelo prazer que sente ao explorá-los, já que sempre estão em sérias dificuldades financeiras. Ao mesmo tempo Lourenço passa a ver as pessoas como se estivessem à venda, identificando-as através de uma característica ou um objeto que lhe é oferecido. Incomodado com o permanente e fedorento cheiro do ralo que existe em sua loja, Lourenço vê seu mundo ruir quando é obrigado a se relacionar com uma das pessoas que julgava controlar.
Elenco
Selton Mello (Lourenço)
Paula Braun (Garçonete)
Lourenço Mutarelli (Segurança)
Ficha Técnica
Título Original: O Cheiro do Ralo
Gênero: Comédia
Tempo de Duração: 112 minutos
Ano de Lançamento (Brasil): 2007
Site Oficial: www.ocheirodoralo.com.br
Estúdio: Geração Conteúdo / Primo Filmes / RT Features / Branca Filmes / Tristero Filmes / Sentimental Filmes
Distribuição: Filmes do Estação
Direção: Heitor Dhalia
Roteiro: Marçal Aquino e Heitor Dhalia, baseado em livro de Lourenço Mutarelli
Produção: Heitor Dhalia, Joana Mariani, Marcelo Doria, Matias Mariani e Rodrigo Teixeira Música: Apollo Nove
Fotografia: José Roberto EliezerDireção de
Arte: Guta Carvalho Figurino: Patrícia Zuffa
Edição: Jair Peres e Pedro Becker

O Prisioneiro da Grade de Ferro
Jorge, Brau, Roque e Zequiel são quatro jovens amigos que vivem em uma favela de Belo Horizonte e sonham em criar uma rádio que seja a voz do local onde vivem. Eles conseguem transformar seu sonho em realidade ao criar a Rádio Favela, que logo conquista os moradores locais por dar voz aos excluídos, mesmo operando na ilegalidade. O sucesso da rádio comunitária repercute fora da favela, trazendo também inimigos para o grupo, que acaba enfrentando a repressão policial para a extinção da rádio.
Ficha Técnica
MatrixEm um futuro próximo, Thomas Anderson (Keanu Reeves), um jovem programador de computador que mora em um cubículo escuro, é atormentado por estranhos pesadelos nos quais encontra-se conectado por cabos e contra sua vontade, em um imenso sistema de computadores do futuro. Em todas essas ocasiões, acorda gritando no exato momento em que os eletrodos estão para penetrar em seu cérebro. À medida que o sonho se repete, Anderson começa a ter dúvidas sobre a realidade. Por meio do encontro com os misteriosos Morpheus (Laurence Fishburne) e Trinity (Carrie-Anne Moss), Thomas descobre que é, assim como outras pessoas, vítima do Matrix, um sistema inteligente e artificial que manipula a mente das pessoas, criando a ilusão de um mundo real enquanto usa os cérebros e corpos dos indivíduos para produzir energia. Morpheus, entretanto, está convencido de que Thomas é Neo, o aguardado messias capaz de enfrentar o Matrix e conduzir as pessoas de volta à realidade e à liberdade.
Ficha Técnica
terça-feira, 24 de março de 2009
Guerrilha D.C.I. - Especial 2 anos:
Antes de tudo queremos agradecer a todos os GUERREIROS & GUERREIRAS leitores do blog/informativo Guerrilha DCI. Nesse mês de março completamos 2 anos de luta suburbana, e pra deixar completa essa comemoração entrevistamos os parceiros do Programa MISTURA FINA (Radio Brasil FM 104,9), música da melhor qualidade, que também comemora 2 anos de informação no ar, apresentado por Ziza e Vinícius.
MISTURA FINA por Mauro Moysés
Anos 70 auge da geração em uma revolução musical enraizada no Estados Unidos com os balanços de soul, funk, e outros vindo importado de outros países principalmente da África nos cortes de cabelo, algumas roupas coloridas enfim, uma reviravolta em um país que vivia a trágica ditadura local.
Nesse espaço conhecemos José Carlos um rapaz franzino de pele negra de estatura de mais ou menos um metro e sessenta, ágil, sorridente bastante brincalhão encantava-nos com seu jeito de expressar retorcendo o corpo lançando um grito ao terminar uma graça. Você sendo homenageado hoje então vou lembrar da Academia do Samba na avenida quinze de novembro. Ali com certeza foi um dos seus melhores momentos de sua vida, lembra do soul, do reagge, o samba-rock e até mesmo o guti-guti o maior barato. Foi bacana hein, Jose Carlos, se aquela praça falasse quantas travessuras aconteceram ali. Os maiôs, os foras, cada nêga que parecia uma princesa com seus trajes elegantes, cabelos com laquê, chapinha e o desodorante Lancaster. Época do romantismo, pra pegar na mão da nêga tinha que ter o maior xaveco pra dar um beijo, era dia e dias na tentativa de conquistar a nêga.
Sei que sua mente nesse momento esta navegando, tinha muitas aventuras, a gente curtia, vibrava ajudando uns aos outros com uma amizade pura tanto é que os anos se passaram ficamos das antigas, mais nossos laços de amizade permanece.
Agora vou lembrar da mureta no Bar do Pico onde reuníamos de segunda à sexta-feira comentando os bons momentos do fim de semana e planejando em qual goma teria à brincadeira dançante onde a galera levava os discos de vinil embaixo do braço, entre eles, Marvin Gaye, Al Green, Billy Paul e outros. Também os nacionais como Tim Maia, Jorge Ben, Benito de Paula, o espaço é curto mas faz a mente viajar.
Nosso time de futebol só de negada o temível Treze de Maio não perdíamos de ninguém na cidade, até que passamos a jogar nas fazendas e em outras cidades, pois em Araraquara ficou difícil achar time para nos enfrentar.
Por hora, é, vai navegando sua mente como muitos de nossa geração que hoje curte CD, DVD, MP3 e computador, mas eles não podem esquecer que nós os geramos dando educação, carinho e saúde como seu filho e o meu, temos orgulho de seus comportamentos e estamos felizes por saber que somos vitoriosos, resistimos à ditadura, à pobreza, as dificuldades e que eles se espelham no que somos. Legal esta, de restaurar os da antiga da fase 70 inicio de 80 com seu baú do ZIZA e conseqüentemente MISTURA FINA. Não desista, insista que Deus nos deu inteligência para suprir à sabedoria, nunca devemos ficar na retranca senão, não vamos fazer um gol e ganhar o jogo.
Que Deus quebre os seus obstáculos que serão muitos até que eles irão dizer: O ZIZA venceu novamente!
Mauro Moysés
"A partir de agora na Brasil FM o melhor da Black Music" introduz a vinheta, na seqüência já toca o telefone, o que é muito freqüente ao decorrer do programa que abrangeu um grande número de ouvintes.
"HELLOU CRAZY PEOPLE esse que voz fala é o Ziza", iniciando o programa...
"Mistura Fina é a realidade que vemos, é a liberdade de introduzir o blues o jazz a melodia o samba-rock e introduzir tudo isso aí pra dentro da rádio é o que agente vem conseguindo com muita força de vontade, graças a Deus a gente tem uma boa recepção na rua em relação ao Mistura Fina, tentamos levar o melhor da black music englobando tudo, nós tocamos de Jimmy Hendrix a James Brown, musica negra é isso, musica negra é o Mistura Fina", explica Ziza.
Pesei na questão da evolução e o movimento social, Vinícius esclareceu bem o tema, "Nós somos seres humanos, não podemos esquecer as nossas raízes, isso que nos fortalece, no movimento antigo eu tinha 12 anos e ia pros bailes, curtia de boa Black Mad, Zimbábue, aqui em Araraquara o Tobias, naquela época se podia curtir sem violência, hoje a molecada curte de outra forma, droga, arma... Não que seja só isso tem uma rapaziada de boa, mas tá mais violento sim, do que antigamente. Quanto ao trabalho social devemos nos engajar pra poder facilitar a vida do próximo, falta educação, saúde, trabalho digno. Fazer um trabalho de conscientização, e tentar um aprimoramento pessoal e espiritual, o conhecimento é muito importante".
"Meu sonho sempre foi poder tocar as músicas que eu posso, hoje com 52 anos eu vejo que isso é possível, antes nós nos reunimos nas casas, agente ia na praça da Stª Cruz e tinha novena, quando acabava lá pras nove horas da noite nós íamos pra Academia e ficávamos até uma ou duas horas da manhã. Eu fui criando um hábito bom, relacionado a música, tive um espaço na UNIARA com o Tadeu com o Soul Negro e eu tenho uma ramificação lá. Quando apareceu a possibilidade de poder tocar as músicas de quando eu namorava, isso a 35 anos atrás, hoje eu tô fazendo isso tocando as mesmas músicas." Relembra Ziza e em seguida revela o seu objetivo... "A gente veio pra cá (Radio Brasil) com um propósito e a gente tá atingindo, é de tocar a musica negra a música black numa rádio que a gente tem a liberdade... A gente tá engatinhado ainda temos apenas 2 anos estamos num trabalho forçado buscando a qualidade. A minha sensibilidade bate direitinho com o que eu ouço das pessoas na rua eu toco o que as pessoas gostam e é o que eu gosto".
O programa faz algumas pausas para a apresentação do apoio cultural dos patrocinadores, o programa recebe vários convidados, no dia da entrevista (28/02/2009) estavam presentes a Patrícia e a Alessandra (Centro de Referência Afro), momento no qual acontece as mais variadas discussões abordando os mais variados temas gerando uma troca de conhecimentos.
Pergunto pro Ziza qual é a missão do Mistura Fina..."A missão do Mistura Fina é levar entretenimento, é levar a qualidade da música, é levar uma boa música pras pessoas, cara, a gente tá no telefone aqui, a gente tá tendo uma recepção muito grande, hoje eu tô tendo uma visão mais clara das coisas, agente não faz pra crescer pra fora isso já vem da gente. O Vinícius... A gente sempre tocou, ele tinha 16 anos quando a gente fez uma festa em São Carlos, depois nunca mais nos separamos, as pessoas vêem pai e filho é meio metódico. FAZER O BEM SEM VER A QUEM, e o Mistura Fina é isso aí".
Agradecimentos finais: "Muito obrigado, agente agradece muito pela paciência, o importante não é o dinheiro, não é poder, aquisição, o importante é a amizade é coisa do coração, coisa de pele mesmo entendeu, onde tem respeito, onde tem amor, tem dignidade, não há quem breque isso aí. Muito obrigado!". Finaliza Ziza.
Entrevista por Maurício (Mentes Urbanas D.C.I.)
sábado, 28 de fevereiro de 2009
ESPORTE DE RUA 1
Originais a mais de quatro anos, todos os domingos a rapaziada se encontra numa pista com rampas construída pelos próprios manos, nos arredores do ginásio "Antonio D'Ambrósio", superando seus objetivos. Salve pros guerreiros de Taquaritinga que trinca nesse esporte.
CONTATO: hemesonjapones@hotmail.com

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009
NÃO FIQUE AÍ MOSCANDO... por Maurício (Mentes Urbanas DCI)
É fruto do nosso conhecimento
Se decidirmos fechar os olhos
Não é só o escuro que vemos
Que significado existe?
Pra viver sob um domínio
De um sistema,
Que programa o seu destino
E o seu sangue envenena
Enfim ano 2009 e o monstro age por aqui, mesmo assim com a crise que encurrala a burguesia mundial os pobres dizem com orgulho Barack Obama, olha só, fiquem de olhos bem abertos, o macabro inimigo George W. Bush o texano instrutor de terror, deixa o cargo sorrindo sobre as cenas de guerras que destroem o oriente médio... Por aqui os moleques ainda fazem seus corres pelo Golf, pela cocaína ou pela 9mm, como refugio o futebol no campão, o rolê na pista de skate ou empinar as pipas no céu.
A guerrilha se unifica na informação, formando o exército da desilusão, a cada evento a cada sarau, tiramos os pontos do ibope do Gugu e do Faustão. A caminhada é longa e o objetivo continua, por amor na dor sem dinheiro, superando os pesadelos.
PÁ, PÁ, PÁ! BUMM... A droga chegou, mais um corpo caiu. Opa! Garrinchinha manda uma ducha de primeira, é gol no campão e a torcida comemora.
NÃO FIQUE AÍ MOSCANDO... "CULTURA E INFORMAÇÃO A ARMA DO NOSSO PROTESTO".
DEIXA EU por Dé (Mentes Urbanas DCI)
Deixa eu procurar a saída deste labirinto,
Deixa eu te falar neste momento,
Deixa eu matar a fome do faminto,
Deixa eu lutar, por mim, por você, por todos,
Deixa eu rimar, rimar em prol do povo,
Deixa sua mente aberta, pronta pro resgate
De guerrilha, mais um combatente, pronto pro combate
Todas minhas armas estão sendo usadas
Muita informação pra mente alienada
Complexo D.C.I., zona sul de Araraquara
São poucos os guerreiros, prontos pra batalha
Pesando na balança, somos nós os oprimidos
Uma grande colônia dos estados Unidos,
Mais de 500 anos de exploração
Eu sei que dói na alma, corta o coração
Mas peço muita calma, coragem e união
O Brasil não foi descoberto, foi invadido
Pelos holandeses, portugueses, e espanhóis malditos
Com o extermínio de milhões de índios;
Através do Hip-Hop, com atitude; luto e protesto
Pra aqueles que não se iludem, deixo esse manifesto
Negros e negras, escravizados aos milhares
Salve Zumbi, grande líder em Palmares,
No passado quilombo hoje, favela, periferia,
Medo, pânico, no mundo da tecnologia
Povos nativos, tradição, religião e cultura
Ideologia e armas, o massacre continua,
Imperialismo, ambição, cinismo, podridão,
Capitalismo, sistema eficaz de autodestruição.
Humanidade, homem, insanidade, insanos,
Agentes que realizam as profecias do apocalipse,
Animais racionais, chamados de humanos,
No dia-a-dia mundial, somente cenas tristes,
América latina, nosso país é o Brasil,
Milhares de chacinas, milhões de explorados
Poesia rebelde em forma de pavio,
Que explode a favor do proletariado.
Aí burguesia, ao contrário do previsto,
À manipulação nas tardes de domingo,
Na educação, eu insisto e persisto,
Por revolução, pelo socialismo.
Aos que sangraram por justiça, por igualdade,
Deixa eu continuar, por vocês com lealdade,
Mataram seus corpos, mas não os ideais,
Eles estão vivos, não se vão jamais,
Deixa eu lutar, lutar pela paz...
MUNDO INFORMATIVO:
Biblioteca Virtual em Ciências Sociais da América Latina e do Caribe - CLACSO
Publicações (livros, artigos, documentos dos congressos e documentos de trabalho sobre ciências sociais). Você pode procurar nos textos completos, autor, títulos e temas (os temas são em espanhol).
Acesso livre e gratuito
http://www.biblioteca.clacso.edu.ar/
Firmeza Total
Um documentario de Dre Urhahn e Jeroen Koolhaas, abordando a tematica do Hip-Hop nas favelas de São Paulo aos Bailes Funk’s (Pancadão ) nos morros do Rio de Janeiro.
http://www.youtube.com/watch?v=wCaGkaYGdAg
LivroTe Pego Lá Fora
O 13º título publicado pelas Edições Toró, o primeiro só de contos e o primeiro livro de autoria de Rodrigo Ciríaco, professor de História da rede pública estadual de ensino na Zona Leste, em São Paulo e integrante da Cooperifa (Cooperativa Cultural da Periferia). O livro conta com 25 contos que transpassam histórias de uma gente vivida e sofrida que ainda está nos bancos de classe da primeira série ou ainda não aprendeu a ler, na oitava.
R$ 15,00 (Quinze reais)
ATENÇÃO: APENAS neste mês de Fevereiro/09,
não será cobrada taxa de envio para aqueles que adquirirem o livro.
contato: rodrigociriaco@yahoo.com.br
http://www.efeito-colateral.blogspot.com/
























